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quinta-feira, 6 de maio de 2010

Cansada estou.


Imagem by Tiago Carvalho

"Cada dia te é dado uma só vez.
E no redondo círculo da noite
Não existe piedade
Para aquele que hesita.
Mais tarde será tarde e já é tarde
O tempo apaga tudo menos esse
Longo indelével rastro
Que o não-vivido deixa."

(Sophia de Mello Breyner Andresen)

Ando irremedidiavelmente pensativa, tentando auscultar meu coração, entender os seus desejos, as suas birras, os seus cantos mais obscuros, aqueles que são tão escondidos que nem mesmo eu consigo tocá-los. No entanto, morro de medo de buscar as respostas e voltar apedrejada de perguntas, de mais dúvidas. O medo é o grande vilão dos nossos cotidianos, é ele que nos faz escolher, renunciar, definhar.

Não consigo entender porque certos encontros da vida acontecem em momentos errados, que trazem angústia e sofrimento, quando deveriam ser momentos mágicos de entrega e plenitude. Talvez porque eu não seja a pessoa ideal para a sua vontade de que a vida transcorra serena, pacífica, sem sobressaltos.

Cansei de estar só, cansei de não poder compartilhar a vida com você da maneira que eu gostaria. Cansei da espera, da ausência, da falta de você, das suas dúvidas, dos seus temores. Tudo o que eu preciso é de amor, carinho, afeto, deitar no seu ombro, deixar me envolver pelo seu abraço e me sentir segura no calor do seu corpo.

Sinto que estou escorregando por entre os seus dedos, pelos vãos da sua vida. Vivo um luto factício que não consigo elaborar, só vejo o abismo entre nós, tão profundo, tão doce, que vai aos poucos me consumindo, me engolindo, sem que eu possa lutar. Disfarço meu luto sob uma fuga, me diluo, desboto.


"Desconheço para onde vou. Armo o voo porque me espantam com migalhas."
(Fabrício Carpinejar)


Como é grande a tristeza do tempo que não se cumpriu, do que poderia ter sido vivido e não se viveu. Estamos nos perdendo um do outro, o vazio nos preenchendo e transbordando as nossas ausências. Assumi uma recusa de coragem, e nunca te disse: vem meu amor, caminhar ao meu lado.

Assim, o nosso amor vai se desfazendo, virando a esquina, desaparecendo, como NÓS.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Juju CORAÇÃO...


Imagem by Giu

Hoje, no tempo da terra você estaria fazendo 30 anos, mas há 07 anos Deus o levou para perto Dele. A saudade imensa só é amenizada pela certeza do reencontro...

"Cada um que passa em nossa vida, passa sozinho, pois cada pessoa é única e nenhuma substitui outra. Cada um que passa em nossa vida, passa sozinho, mas não vai só nem nos deixa sós. Leva um pouco de nós mesmos, deixa um pouco de si mesmo. Há os que levam muito, mas há os que não levam nada. Essa é a maior responsabilidade de nossa vida, e a prova de que duas almas não se encontram ao acaso.”
(Antoine de Saint-Exupéry)

Sobre plágios II


Imagem by Soraia Cardoso

No dia 16.04.2010, publiquei o texto SOBRE PLÁGIOS, de autoria de Marla Queiroz, que recomendo porque ela é maravilhosa e seus textos preciosos, seu link está na MINHA LISTA DE BLOGS, transFLORmar-la.

Fui solidária com a Marla e fiquei imaginando como seria caso acontecesse comigo. Ontem descobri a sensação, recebi de um amigo o link de um blog, quando acessei o "tal" blog, fui lendo, lendo, lendo, quando de repente deparo-me com três textos meus. O que senti? Parece que levei um tapa na cara. Dentro deste blog tem um outro link, quando acessei levei um soco na boca do estômago porque mais textos meus.

Como a Marla lindamente colocou no seu texto: "quando alguém se apropria de um texto sem dar os créditos ao autor, essa pessoa se apropria de um momento, de uma história que a inspirou, da oscilação dos sentimentos (...) de uma vitória, de uma dor, de uma cura e de horas que foram dedicadas à elaboração daquilo. Ela se apropria de uma lembrança, de uma saudade, de uma angústia, de uma solidão, de um talento. Ela se apropria de algo que pode exemplificar exatamente o que ela queria dizer, mas que teria dito de outra forma.Ela não escreve uma história, ela escreve uma farsa (...) Por mais simples que seja um texto, ele sempre é fruto de muita leitura, estudo, autoconhecimento, conversa, observação e trabalho. Por isso, o autor merece respeito e consideração. Talvez algumas pessoas não saibam, mas textos são como filhos que a gente solta no mundo, mas todos eles têm uma certidão de nascimento, uma identidade, uma digital.E serão reconhecidos mesmo que desfigurados, porque têm DNA.".

Enviei um e-mail ontem para a pessoa, pedindo gentilmente que colocasse os créditos nos textos. Hoje recebi a resposta, meus textos foram retirados com exceção de um, TE DEVORO. Peço gentilmente, que se não quiser citar a fonte, que retire este também.

Não vou parar de escrever e de divulgar na Internet os meus textos, porque estaria privando vocês, meus leitores e seguidores, amigos queridos que conquistei e que me conquistaram também com os comentários carinhosos, de compartilhar os meus devaneios, momentos de inspiração, enfim da minha vida, meu DNA.

Aproveito este momento para AGRADECER de todo coração a vocês que acompanham o blog e dizer que ADORO os comentários que vocês fazem.

"É certo que os pensamentos, por vezes, surgem rapidamente, como num relâmpago. Mas a gravidez foi longa. Há frases que resumem uma vida. Por isso é preciso ler vagarosamente, prestando atenção nas ideias que se escondem nos silêncios que há entre as palavras. Eu gostaria que me lessem assim. Quer eu escreva como um poeta, no esforço para mostrar a beleza, ou como palhaço, no esforço para mostrar o ridículo, é sempre a minha carne que se encontra nas minhas palavras".
(Rubem Alves)

sábado, 1 de maio de 2010

Meus lindos...


Imagens Hugo Esteves

Meus lindos, hoje não postei nada.
Não consegui.
Qualquer coisa que eu postasse, não estaria de acordo com meus sentimentos e aqui só quero colocar o que faz parte de mim, o que sinto, o que vivo...
Não tenho vergonha de dizer que hoje choro, estou chorando...estou triste.
Misto de dor e alívio, porque quando choro liberto todos os meus medos, meus demônios...sei que depois do banho de lágrimas, vou renascer...
CHORO porque sou gente.
CHORO porque estou viva.
CHORO porque sinto.
CHORO POR TODAS AS PESSOAS QUE NÃO SÃO FELIZES E NÃO CONSEGUEM NEM UMA LÁGRIMA DERRAMAR....

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Pres (SENTIMENTO)


Imagem by Helen Minchin


Você não percebe que não sou uma mulher de metades, de se contentar com o pouco, com qualquer coisa. Sou passional, minha alma exala paixão, meus poros desenham pelo meu corpo códigos secretos que você não entende, não decifra, não pres (SENTE). Não tenho paciência para dramas, para problemas sem solução, para pessoas que se escondem atrás de ficções, que vivem de mentiras, de falsas ilusões.

Tenho o caráter do fogo, dentro de mim o que não se doma, o que não tolera a espera, a indecisão. Não sei bem ao certo onde foi que começamos a nos perder, só sei que a tua ausência foi tecendo o nosso fim, bordando em relevo os momentos em que te quero e não posso te ter, descosturando da minha memória a tua presença, apagando dos meus ouvidos o som da tua voz. São tantos os sinais, os presságios, pres (SENTINDO) que o meu destino é distante do seu.

Ah! Como eu desejei que a nossa história fosse diferente, que o encanto fosse eterno, mas ao me banhar nos raios da lua cheia, pres (SENTI) que me enganei.

Agora não mais pres (SINTO), sei.

terça-feira, 27 de abril de 2010

As grades da alma...


Imagem by Leonardo Peçanha


"Deus dá a todos uma estrela. Uns fazem da estrela um sol. Outros nem conseguem vê-la."
(Helena Kolody)


Escutei de alguém a seguinte frase, "me sinto como se estivesse preso em uma cadeia", referindo-se à um relacionamento amoroso.

As piores grades são as grades da alma, porque quem nos aprisiona somos nós mesmos, seja por acomodação, medo, wathever. São grades construídas ao longo da vida e são as piores porque invisíveis, não conseguimos tocá-las, somente sentimos seu peso devastador sufocando a alma, a essência, o coração.

Eu prefiro cercas. Cercas coloridas pelo amor, afeto, carinho, compreensão, companheirismo, afinidade, paixão, e é claro, com muito tesão porque "sem tesão não há solução", sem tesão somos meros seres sem vida olhando a vida acontecer lá fora, apesar de nós. Esse é o nosso maior pecado, deixar um vazio dolorido se intalar e morar em nós.

Vivemos procurando algo que preencha esse vazio e nos complete, nos transborde, pulse, vibre, derrube as nossas grades emocionais para construir cercas coloridas de felicidade, que esquecemos que as fontes de felicidade se encontram no mundo de dentro. Muitos encontram o que lhes falta, completa, mas são poucos os que derrubam as suas grades emocionais, atravessam a ponte e seguem outro caminho.

Todos os caminhos levam ao mesmo fim. Na vida há só o caminho e a felicidade é um desses caminhos. Compete somente a nós escolher como e com quem caminhar. Eu moro no caminho da felicidade, se você quiser pode vir caminhar comigo...

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Sobre mulheres e contos de fada


Imagem by Internet*

Era uma vez, algumas perguntas que não queriam calar, e foi assim que tudo começou...

Por que nós mulheres, independente da idade, credo, raça, condição social somos tão parecidas quando o assunto é amor, relacionamento, homens? Por que muitas de nós não consegue se libertar do que vou chamar aqui de "maldição dos contos de fada". Algumas mais amaldiçoadas, outras nem tanto, mas este não é o ponto e também não tenha curiosidade em saber em qual dos graus de maldição eu me encaixo, poucos sabem mas não abrem a boca, sob o risco de serem banidos do mundo de JAKUTINGA** .

Mas, voltando aos contos de fada, especificamente quatro: RAPUNZEL, BRANCA DE NEVE CINDERELA e A BELA ADORMECIDA. O que esses contos tem em comum? Muitas coisas, mas como diria Jack, vamos por partes. As mulheres nesses contos, com exceção das "princesinhas", são más. Enquantos os homens são bonitos, gentis, ingênuos, etc, etc, etc. Vou explicar...

No conto da RAPUNZEL, um casal morava ao lado de um jardim murado que pertencia a uma bruxa. Um belo dia, a esposa, no final da gravidez, viu uma árvore com suculentos frutos no jardim e os desejou obsessivamente (será que vem daí o lance dos desejos na gravidez?). Por duas noites, o marido invadiu o jardim da bruxa, mas na terceira noite, enquanto escalava muro e retornar para casa, a bruxa apareceu e acusou-o de furto. O homem implorou por misericórdia, e a bruxa concordou em absolvê-lo desde que a criança lhe fosse entregue ao nascer. Desesperado, o homem concordou e quando a menina nasceu, entregou-a à bruxa, que lhe deu o nome de RAPUNZEL, o nome da árvore cujos frutos o marido robou. O marido, coitadinho, fez o que fez porque a mulher o pressionou. E quem salva RAPUNZEL? Um príncipe, é claro.

Em BRANCA DE NEVE, a rainha é a má da história, mas por que ela é má? Porque é fútil e vaidosa, só pensa na beleza. "Coisa" de mulher na cultura ocidental, européia (a origem do conto é a tradição oral alemã), porque na mitologia greco-romana quem representa a vaidade é Narciso, um homem. Bom, acredito que todo mundo conheça a história por isso vou me ater aos pontos que me interessam. O pai é bonzinho, o caçador que não a matou é bonzinho, os 7 anões são bonzinhos (com excessão do Dunga depois que virou técnico da seleção) e o príncipe que dispensa comentários.

A BELA ADORMECIDA, foge um pouco da regra de só as mulheres serem más, porque na verdade doze fadas eram boas, só uma era má, a que não foi convidada para o batizado, e de tão enciumada jogou um feitiço, que todo mundo sabe qual é, blá, blá, blá. A BELA ADORMECIDA dormiu por cem anos até que o seu amor verdadeiro a despertou com um beijo.

O conto da CINDERELA é o que mais reúne mulheres más: uma madrasta, duas irmãs invejosas e mais um monte de mulheres que trabalham na casa, vêem tudo e não fazem nada. Mas o que mais me incomoda neste conto é a inércia da moça, pois em todos os outros, mesmo sendo tão bobinhas, elas de alguma forma souberam se "virar", porque ser gata borralheira todos nós um dia fomos ou podemos ser, mas daí sentar e esperar o prícipe com o sapatinho de cristal já é demais.

O fato é que, crescemos ouvindo essas estórias. Será por isso que muitas de nós mesmo quando estamos em um relacionamento que nos faz mal, em que não somos as más da história, ainda assim nos sentimos culpadas e por isso no dever da penitência de ser infeliz ao lado de quem não nos merece? E outras, que ainda insistem em acreditar em príncipes encantados e passam a vida inteira esperando? Sinto dizer, príncipes encantados não existem, o que existe são homens de carne e osso, cheio de defeitos e qualidades, assim como nós.

Para você, que teve saco de chegar até aqui, vou contar um segredo. No meu batizado, no reino da JAKUTINGA, a fada que não foi convidada jogou um feitiço, "essa menina vai dar trabalho".

THE END (ou não...)

* Imagem: escolhida pela minha super amiga Yaku-za, aliás, somos uma dupla imbatível, Pinky & Pinky, Cano & Gancho S/A, Houston & Apolo 13 e Super Gêmeas Ativar.

**JAKUTINGA: um reino encantado também.

sábado, 24 de abril de 2010

Foi assim como ver o mar...


Imagem by NEST

"O tempo se mede com batidas. Pode ser medido com as batidas de um relógio ou pode ser medido com as batidas do coração (...) o tempo do relógio é indiferente às tristezas e alegrias. Há, entretanto, o tempo que se mede com as batidas do coração. Ao coração falta a precisão dos cronômetros. Suas batidas dançam ao ritmo da vida. Por vezes tranquilo, de repente se agita, tocado pelo medo ou pelo amor. Dá saltos. Tropeça. Trina..." (Rubem Alves)


Às vezes sinto uma tristeza profunda, alguns fantasmas voltam a rondar, algumas coisas que moram na minha alma e não conseguem cicatrizar, como a tristeza de amor, a tristeza de um vazio que deseja o pleno. Bastaria um encontro, um sorriso para iluminar a alma, arrancar do peito a tristeza que fez morada quando você de mim partiu, deixando um buraco na minha alma, um vazio, a falta de você, "saudade é a presença de uma ausência, um vazio que dói" (Rubem Alves).

Tem sentimentos que deveriam permanecer bem enterrados e o meu amor por você é um deles, mas o que fazer com o incontrolável, com esse vulcão dentro do meu coração, que só com a possibilidade, ainda que ínfima, de te encontrar, entra em erupção? Toma conta de todos os meus pensamentos, solidificando ainda mais, com suas lavas emocionais, o meu amor por você, o te querer, te desejar com sofreguidão, quase uma loucura, "e me vingar a qualquer preço, te adorando pelo avesso, pra mostrar que ainda sou tua" (Chico Buarque).

Descobri que o amor ignora os abismos do tempo, ignora a distância física porque continua vivendo da proximidade de alma, da certeza do encontro. Esperar e ansiar ter novamente o calor do abraço, o gosto do beijo, a luz do sorriso e o reencontro do olhar. A distância não apaga, ela acende o amor até quase queimar, arder, delirar. Nós dois sabemos que somos um do outro, sempre fomos, sempre seremos. Escolhemos em todas as nossas vidas nos encontrar, somos yin e yang e somente quando estamos juntos a felicidade acontece, "ainda te sinto em tudo que permanece" (Alice Ruiz).


"Foi assim, como ver o mar, a primeira vez que meus olhos se viram no seu olhar..."


TODO AZUL DO MAR (Flávio Venturini)


quarta-feira, 21 de abril de 2010

O CIRCO


Imagem by DDiArte

O circo, o maior espetáculo da terra. Talvez a melhor lembrança da infância, dos melhores anos da nossa vida, das fantasias mais deliciosas, dos medos mais imaginários, da melhor época de ser criança. Lembro quando o circo chegava, era a maior festa. Ficávamos sonhando com o momento de adentrar a lona e ver os palhaços, dar muitas risadas.

O palhaço é a alma do circo, é ele que através das estripulias nos encanta, trás à tona o riso contido a muito tempo, abafado pelo cotidiano, pela vida. E o colorido do circo? Eu ficava encantada com as dançarias em seus collants , hoje bodies (rsrs), de lantejoulas, hoje paetês (rsrs), puro glamour. Achava que eram as mulheres mais lindas do mundo, as mais desejadas, as mais invejadas.

Cresci e observei estarrecida a diferença do circo da minha infância para o circo atual. O circo hoje não é mais o mesmo, perdeu o seu brilho, perdeu o seu público. Culpa do circo? Dos artistas? Claro que não, a culpa é nossa, seu respeitável público, que se deixou seduzir por outros tipos de diversão e esqueceu como é encantadora a simplicidade alegre do circo.

"São as crianças que vêem as coisas - porque elas vêem sempre pela primeira vez com espanto, com assombro de que elas sejam como são. Os adultos, de tanto vê-las, já não vêem mais. As coisas - as mais maravilhosas - ficam banais. Ser adulto é ser cego".
(Rubem Alves)

Estamos hoje tão envolvidos em nossos mundos que esquecemos de olhar o lado bom da vida, e o circo é um deles. A possibilidade da alegria, de rir sem pudor, de deixar o lado criança renascer. Por isso, senhoras e senhores, respeitável leitores, não deixem de ir ao circo. Permitam que a magia e o encantamento faça parte da sua vida e abram novamente os olhos e o coração.

O espetáculo vai começar...

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Ser livre...


Imagem by Daniel Marques


"As asas da alma se chamam coragem. Coragem não é a ausência do medo. É lançar-se, a despeito do medo".
(Rubem Alves)



Ser livre. O que é ser livre?

Somos tão dependentes das nossas verdades, tão viciados nas nossas crenças, que deixamos de ser livres para viver uma pacificação ilusória, ser coerente. E assim, nos tornamos reféns da grande maldição de viver eternamente infeliz por não ter coragem de levantar a âncora e partir, ser livre.

Para ser livre é preciso encontrar os nossos esconderijos mais profundos, onde habitam nossas angústias, dúvidas, medos e encará-los de frente. É preciso exorcizar nossos demônios. É preciso entender que passado é passado, não adianta tentar reproduzir as suas cores porque o tom nunca será o mesmo. É preciso não ter medo do novo e ter coragem de se entregar à desorientação, taquicardia, palpitação.

Para ser livre é preciso ousar, contrariar tudo aquilo que parece natural porque sempre existiu. Ousadia implica coragem, desprendimento, aceitar os desafios, os enigmas. Esta é a chave para decifrar alguns enigmas através dos quais o amor se manifesta, "aceitar o enigma sem o deslindar é aprender a viver; é amadurecer: exige trabalho interior penoso, grandeza, equilíbrio e autoconhecimento" (Artur da Távola).

Para ser livre é preciso querer ser livre. É preciso deixar de ficar observando a vida passar ao lado como um rio de águas límpidas. É preciso ser como um rio, que segue e é cristalino porque sempre teve a coragem de ser rio e fluir, seguir, sem dor, sem peso, simplesmente ir...livre, ao encontro do maravilhoso.

Para ser livre é preciso "coragem de rio", coragem de seguir, leve, límpido, cristalino. Coragem de ser rio que quando diante de um obstáculo busca caminhos, busca felicidade. Os rios sabem realmente o que é amar, sabem se entregar e deixar correr ao sabor da correnteza.

Só é livre quem é capaz da independência e aceita as dependência da vida, principalmente as do amor. E assim, torna-se verdadeiramente livre e FELIZ!!!

sábado, 17 de abril de 2010

Procura-se um amor...


Imagem by Annie


A eterna busca do ser humano, amar, viver um grande amor. O amor não pode ser busca, o amor é descoberta, ele simplesmente acontece, tem seu tempo, seus segredos, seus mistérios. O amor é perfeito, pleno, cristalino.

Enquanto nós, somos um fazer-se sem descanso, e é justamente essa nossa incompletude que nos proporciona a oportunidade de viver um amor. Viver é como um quebra-cabeça, é procurar encaixes, é buscar o outro que me completa. A busca de um amor é a nostalgia pelo pedaço que me falta, a peça desencaixada desse quebra-cabeça.

Essa procura trás ansiedade porque tentamos várias peças que pareciam encaixar, mas não há encaixe, e então sofremos. Não nos damos conta que o amor é mágico porque é surpresa, ele acontece, muitas vezes onde menos esperamos. Amar é ser pego em flagrante já amando, é se encontrar numa curva qualquer da vida e se entregar um ao outro.

Serena teu coração, aplaca a ansiedade, deixe a vida te levar ao encontro do maravilhoso...


"Deixe o seu amor ser a mais verdadeira expressão de tudo que você é. Se o amor existe, seu conteúdo já é manifesto. Não se preocupe mais com ele e suas definições. Cuide agora da forma do amor: Cuide da voz. Cuide da fala. Cuide do cuidado. Cuide de você. Ame-se o suficiente para ser capaz de gostar do amor e só assim poder começar a tentar fazer o outro feliz". (Artur da Távola)

quinta-feira, 15 de abril de 2010

A inveja


Imagem by Márcia Perez (Pantanal sul-matogrossense)
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De todos os sentimentos demasiado humanos o que mais me assusta e me causa pavor é a INVEJA, porque é peçonhenta, é sorrateira, é maldita, é magra. É assim tão magra porque morde mas não come, não existe pra si, existe pelo outro, suga mas não se alimenta. É pálida, desbotada e medíocre. Acredita viver da infelicidade dos outros mas é da sua infelicidade que se alimenta e se retroalimenta.

Rubem Alves utiliza uma estória para definir a INVEJA. Um homem encontra um gênio da lâmpada. Como já é de se esperar, o ser flutuante pode realizar todos os sonhos do sortudo, basta que este os verbalize. Ao imaginar todas as belezas e tesouros do mundo, de repente o homem se entristece, pois recebe do gênio uma notícia que não esperava: "a cada desejo realizado, o seu pior inimigo receberá em dobro o que foi pedido". O homem pensa, pensa, pensa e pede: "ME FURE UM OLHO".

Assim é a INVEJA e o invejoso, infeliz, porque é pequeno, é mesquinho, é feio.

O invejoso é o pior cego porque não se enxerga, não percebe que ninguém brilha com a luz do outro, que somente conseguimos brilhar com luz própria, que é uma soma de várias luzes, luzes dos outros, luzes ofertadas com amor, carinho, alegria, amizade, fraternidade, bem querer. Só brilha também aquele que é capaz de doar sua luz, com desprendimento, porque tudo na vida é uma troca, de energia, de luz, de carinho, de amor.

Só consegue brilhar e doar luz aquele que tem a alma leve e o coração puro, que sabe que tudo o que ofertar de coração, lhe será retribuído em dobro, triplo, quadruplo, exponencialmente e infinitamente. E que por ser assim feliz, sua luz nunca vai deixar de brilhar.

Mas para isso é preciso despertar para o belo, para o bom, para a felicidade. Um despertar solitário porque de alma, essência, sentimento. Tenha coragem de tornar-se uma pessoa melhor.

O pôr-do-sol começa dentro da gente antes de começar no poente...

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Metamorfose...


Imagem by Roberto Gamito


Escrever é um ato de fé, salvação, ressurreição, transformação e tantas outras coisas que é quase impossível uma definição absoluta. Quando escrevo me sinto livre, me liberto um pouco de mim, das minhas angústias, dúvidas, dores, medos. Acredito ser assim com a música, com pintar um quadro, whatever, com todas as coisas, através das quais, colocamos para fora o que temos na nossa essência, os sentimentos, a tonalidade da nossa aura.

Não sei dos outros, sei de mim e faço uma confidência, escrever é um ato de coragem. Ontem levei uma sacudida do Camaleão, para eu me soltar mais, me jogar, mas confesso que isso para mim ainda é um pouco difícil. Relutei anos para expor o que escrevo porque em cada linha, em cada frase tem muito de mim, do que penso, do que sinto e do que sou.

Esse “mostrar-se” é como uma metamorfose, um processo, em todos os sentidos. É um “virar borboleta”, sair do casulo, bater asas e voar. Virar borboleta é um pouco dolorido porque muitas vezes a gente resgata sentimentos e emoções que estavam "acomodados", muitas vezes não somos compreendidos e são tantas as vezes que nos assustamos, para o bem e para o mal, com o que sai de dentro de nós em forma de “escrita”.

Como tudo é movimento, é dialético. Nada é definitivo, tautológico. Eu escrevo! E assim a minha vida torna-se uma eterna metamorfose, uma eterna possibilidade de renascimento, um eterno transformar-se, formar-se, amar-se. Por acreditar nisso, meu perfil no blog é “Em eterna construção, um lego? Não nego!!! Só por diversão...”

Mas não só por diversão, por sobrevivência também, porque só sobrevive e vive a vida de verdade quem permite transformar-se, doar-se. Quem não entende que apesar de nos sentirmos mais acolhidos com a segurança do passado conhecido, é necessário "levantar a âncora", navegar outros mares, porque quem anda olhando para trás acaba tropeçando e, pior ainda, perdendo toda a paisagem.

Permita-se virar borboleta, permita-se voar. Depois que eu me permiti, espero de alguma maneira estar me tornando uma pessoa melhor...

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Os homens de Oz


Estou apaixonada. O objeto de desejo? Um scarpin vermelho. Antes de me pregar na parede, me chamar de fútil, vou explicar ou não, afinal já passei da idade de dar certas explicações. As feministas que me desculpem, mas será que até elas resistem? Enfim, foi essa minha paixão que me fez refletir e foi aí que tudo começou.

Lembrei da Terra de Oz, do mundo mágico, povoado por vários povos e dominado pelas bruxas do Leste e do Oeste. Na estória existe três personagens, o homem de lata, o leão e o espantalho, que seguem junto com a Dorothy e seus sapatos de rubi pelo caminho dourado. Cada um deles em busca de algo que lhes falta, o homem de lata de um coração, o leão da coragem e o espantalho de um cérebro.

E foi aí que veio o estalo. O que nós mulheres preferimos ou queremos não encontrar nos homens? É claro que sabemos que perfeição não existe, então qual é a busca, se é que ele existe, qual o homem ideal? Na adolescência, temos uma vaga ideia do que é essencial num homem: que seja um sapo. Explico, um sapo que ao ser beijado transforma-se em um lindo príncipe, dando assim início à uma longa e maravilhosa história de amor.

O tempo passa, nós mudamos e consequentemente nossos conceitos e buscas também mudam, depois de alguns começos, finais e uma coleção de histórias bem e mal contadas, finalmente descobrimos que muitos príncipes viram um chato, outros nem tanto, alguns não. E aí volta de novo à pergunta, entretanto, não querendo e não podendo extender a lista de características buscadas, mesmo porque na estória são somente três os personagens.

Conversando com algumas amigas, levantamos algumas hipóteses de qual dos três seria mais "adequado" (rsrs):

1) O leão, tadinho, foi o menos votado. Realmente, acredito que a falta de coragem seja algo detestável em um homem. Nada mais insuportável do que um homem que não tem coragem de dizer o que sente, o famoso "amigo do peixe e camarada da isca", que não tem coragem de amar, se entregar e correr os riscos que isso envolve. Por isso, quase nada é tão decepcionante e esfrangalha tanto os nervos de uma mulher, como dividir a vida com um homem assim.

2) O espantalho, à queima roupa foi o preferido, o homem burro porém só se tivesse uma conta bancária "gorda". Quem sabe, algum sultão de Brunei com um palacete tão grande que não houvesse risco de nos encontrarmos menos do que de seis em seis meses, mas aí teria a Burka, os véus, a submissão. Conclusão: homem burro nem se fosse cravejado de diamantes e nisso concordo com a Ailin Aleixo, "homem burro é feito churro, pode até dar água na boca quando se olha, mas mal se acaba de comer e já causa indigestão. Sem falar na culpa que bate por a gente não ter gastado as calorias em algo mais refinado".

3) O homem de lata (lembrando: esta foi a melhor opção porque só haviam três). O que é um homem sem coração? Difícil definir, talvez seja por isso a escolha quase unânime. Acredito que são aqueles homens que se julgam acima do bem e do mal, onipotentes deuses de seus medíocres microcosmos que carregam dentro de si o vazio. Fazem um esforço danado para não se perderem numa paixão e sempre manterem o controle. E conseguem. Conseguem não viver.

É claro que não tem como chegar a nenhuma conclusão, afinal o grande barato da vida é amar e ser amado. A gente ama porque o amor existe, simples assim, pois quando é necessário justificá-lo, procurá-lo, racionalizá-lo, é sinal de que ele não está ali. Não existe receita, dicas, técnicas, normas, a gente ama porque ama, porque quer verdadeiramente estar, porque sente o impulso de permanecer, sem mais complicações. E, acima de tudo, aprender que cada um "terá que correr o sagrado risco do acaso e substituir o destino pela probabilidade", porque o que torna a vida interessante é o fato de não a controlarmos, afinal, não existe nada mais maravilhoso do que poder ser surpreendido.

Ah! E o sapato vermelho? Amo porque amo, simples assim (rsrs)

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Desejo e Amor


Imagem by Alexander Kharlamov

DESEJO
Explora
Prova
Devora
Consome
Ingere
Digere
Se autodestrói

AMOR
Assimila
Absorve
Possui
Cuida
Preserva
Protege
Se autoperpetua

Desejo e amor encontram-se em campos opostos e fiéis à sua natureza, o amor empenha-se em perpetuar o desejo, enquanto o desejo esquiva-se dos grilhões do amor.

Eis a concluão, ou não.

by Giu

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Para alguém...


Imagem by Giu

Hoje, ao ler um poeminha do Patativa do Assaré, lembrei de alguém...

"Pra gente aqui ser poeta
Não precisa professor.
Basta vê no mês de maio
Um poema em cada gaio
Um verso em cada flô"


E então escrevi para esse alguém...



É assim que eu te sinto, que sinto a tua essência, doce, bela, suave, pura, simples, encantadora. Aconteça o que acontecer, quero que saiba que me sinto presenteada por ter descoberto a pessoa linda que você é.

Essa descoberta foi uma grata surpresa, que vou trazer pra sempre dentro do meu coração.

Você conseguiu despertar em mim sentimentos que há muito não sentia. Sentimentos que eu pensava ter perdido pela vida e outros que sem perceber guardei no canto mais "longínquo" do coração.

Hoje sei que eles estavam sempre ali, ainda que esquecidos, desbotados, empoeirados, mas latentes, à espera de alguém que os trouxesse à tona. Você fez com que eles ficassem vivos, coloridos e poetizados novamente.

Faz alguns dias que estou pensando na frase de São Tomaz de Aquino: "o que é que eu amo quando te amo?". Hoje, consegui entendê-la, absorvê-la: nós amamos as pessoas por aquilo que de belo elas fazem nascer em nós.

Você trouxe à tona a minha parte mais bela, a que eu lutava em deixar escondida, adormecida, a vontade de amar.

O mágico disso tudo foi descobrir que não basta simplesmente amar, é preciso querer amar. Mais ainda, é preciso deixar alguém te amar. Porque amor se sente, amor se dá, se doa, simples assim. Amor se recebe também.

Amar é deixar-se levar como as nuvens, ao sabor dos ventos, mas é a insistência que produz o amor, não o deslumbramento. É a insistência da poesia, do toque, do gosto do beijo, do perder-se um no outro, do olhar que nos ata e parece não poder mais desprender.

Só esse despertar já valeu a pena, pois trouxe a possibilidade de ser feliz ao te fazer feliz, porque só podemos dar aquilo que nos encanta, que nos transborda na alma.

E mesmo que passe uma eternidade, você sempre fará parte da minha vida, a parte mais colorida, a parte mais querida, a mais bonita, como diz o Chico: "pra que os olhos do meu bem não vejam mais ninguém".

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Perco-me em ti...


Imagem by João Cigano


O que fazer quando a gente acorda com o coração apertado, uma vontade louca de fugir, criar mecanismos de defesa para se afastar de alguém? Vontade de dar um tempo, quem sabe navegar outros mares, beijar outras bocas, inventar um outro amor.

A gente pensa em dar um tempo, e então percebe que, dar um tempo na verdade é invenção para não sofrer, porque, dar um tempo faz sofrer, pois não se diz a verdade. Desistir ou enfraquecer o amor pelo medo de sofrer é deixar de acreditar na paz que vem com a tormenta, é favorecer o mal entendido e abolir a esperança.

É preciso aceitar que amar é imprevisível, não tem lógica. Que o amor é atrito, é explosão, é não deixar para depois. Que o mistério do amor é não entendê-lo a ponto de preveni-lo, pois prevenir o amor é matar a capacidade de aprender com as suas conseqüências.

Não existe preparação para amar, não existe roteiro. Talvez por isso o medo, esse tolo inútil. O amor não está nem aí para o que acreditamos ou deixamos de acreditar. Ele acontece, apesar de nós.

Por tudo isso, é preciso trazer a salvo o que ainda não abrimos juntos e não deixar o outro partir...

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Mentira


Imagem by Adianez

Dia da mentira, por que não existe o dia da verdade? Porque todo dia é dia da verdade? Mentira...!!! (rs).

Decidi que hoje, no dia da mentira, vou falar também sobre a verdade, porque como diz Heráclito (filósofo pré-socrático considerado o pai da "dialética"), tudo é dualidade, tudo são opostos, noite/dia, claro/escuro, verdade/mentira.

Mas o que é a verdade? Talvez uma pergunta filosófica demais, difícil de responder, uma vez que a verdade pode ser várias. A minha verdade pode não ser a sua verdade, assim como a minha e a sua, ainda que conflitantes, pode ser a verdade de outro.

A verdade muitas vezes pode não ser tão bela, pode ser cruel, causar dores, ser triste. No entanto, o seu significado e a maneira como a encaramos é que faz toda a diferença. Já a mentira pode ser bela, doce e agradável na superfície, entretanto na essência ela acaba sendo sorrateira e cruel.

Eu prefiro a verdade, ainda que não seja a que eu quero, à uma doce mentira. A mentira não se sustenta, precisa de outras mentiras para continuar existindo e acaba gerando um efeito cascata de consequências imprevisíveis.

Mas o pior mentiroso de todos é aquele que mente para si mesmo.

Verdade ou mentira?

sábado, 27 de março de 2010

Xeque, talvez mate...


Imagem by Paulo Calafate



O meu amor pode estar entrando em choque, quem sabe em xeque, mate. Não consigo controlar minha possessividade, a minha vontade de exclusividade, a minha insaciedade e a sua pouca disponibilidade. Muitas vezes traduzo as suas falas de maneira que justifique uma ruptura, mas você sempre contemporiza e coloca a culpa na escrita, e nessas horas, não sei se continuo te amando ou se te maltrato.

Não quero me perder de você nem tampouco que você se perca de mim, mas a vida parece querer eu longe de você e você de mim. Você tem disciplina e eu transbordo obsessões, o seu amor parece ser tranquilo e imutável enquanto o meu é urgente e instável. Às vezes não suporto esse seu jeito "dentro dos eixos", esse amor de horários e as nossas culpas dentro do armário. Ah! Tantos são os enigmas guardados, muito mais do que a minha ansiedade pode suportar.

Também são tantas as vezes em que tenho uma vontade louca de te contar o que tão longamente em mim se acumulou, as minhas ranhuras escondidas, os meus medos. A vontade que eu tenho de que você decifre os meus códigos, me tire todas essas coisas da cabeça, me envolva nos seus braços, me olhe nos olhos e mergulhe no meu infinito para nunca mais submergir.

Não me deixe só...

domingo, 21 de março de 2010

Saber amar...


Imagem by Manuela Viegas



Adoro surpresas, ser surpreendida. Surpresa é um susto, vertigem, cilada, um prazer inesperado. Você já imaginou permitir ser surpreendido, deixar para trás todos os códigos secretos aprendidos, as táticas e estratagemas? Só para dar à surpresa o seu devido valor? Planejar a vida não significa uma maneira de evitar a emoção, e se for, que tédio, não? Mas qual a maior surpresa de todas? Surpreender-se a si mesmo, descobrir-se apaixonado, sentir o coração disparar com a chegada e ficar pequenininho com a partida.

Mas para isso é preciso "saber amar, saber deixar alguém te amar". Como disse Artur da Távola, "Não basta dar amor. Não basta amar. É igualmente enigmático saber receber o amor (...) Saber receber, portanto é a arte. É a capacidade de fazer belo e importante o que se tenha. É a arte de bastar-se com o real em vez de chorar o impossível. É saber fazer feliz quem dá o amor pois este se sentirá capaz de dar muito. É arte para poucos".

E nesse mar de emoções é preciso também achar delicioso dormir nos braços de quem se adora e ficar com a cabeça encostada no seu peito, desejar olhar seu rosto e amar olhando nos seus olhos. Não precisar impressionar nem se defender todo o tempo, ter um silêncio íntimo que não necessita ser preenchido por palavras vagas, pois é todo preenchido de carinho e afeto.

Como é maravilhoso curtir os momentos juntos e, tirar, a cada oportunidade, o peso devastador das expectativas, porque é da leveza que nasce a harmonia e faz o amor florescer a cada dia. Por isso tudo, não tema ser pego em flagrante amando, não tenha medo da sinceridade, de abrir o coração e contar o tamanho do amor que sente. Não tenha medo de dizer eu quero, eu gosto, estou com vontade, EU TE AMO...

Eu confesso que ainda tenho medo, mas estou tentando...

by Giu