domingo, 24 de janeiro de 2010

JOKERMAN


Imagem by Internet


Certo dia
Surpreende-se
Passou despercebido um olhar
Porque fechado estava um coração
Que silêncio ensurdecedor
Se não era pra ficar
Por que voltou?

by Giu

ALTERNATIVOS


Imagem by Nélio Filipi

Hoje foi a noite dos alternativos, segundo a Jaku Mor, "eu adoro lugares alternativos"...mas de tão alternativo, eu estava achando a melhor alternativa sair de fininho...e foi o que eu fiz, qdo o mala do Nilson (meu amigo, mui amigo...kkk), resolveu me apresentar o seu amigo. Bah! Quase derrubei as caixas de som, etc. Só deu eu agachada no meio da multidão. E por que corri? Medo de gente...rsrs.

Parece que tem tanta gente aos sábados que muitas vezes sobra...rsrsrs. E se sair na Globo, dá nada não, pior mesmo foi abraçar a pilastra e chamar de "Mirtão"...rsrs

Quem é Mirtão? Quer saber? Ah! Nem te conto...rsrs

Mas voltando à Globo, só vai dar as Jaku's no Sérginho sábado à noite. Mas euzinha, que vos falo e escrevo esse blog, vou falar que é mentira...afinal, vc acredita no que vê ou no que eu falo??? rsrsrs

sábado, 23 de janeiro de 2010

LABIRINTO


Imagem by Pedro Afonso

Por que saiu assim sem dizer nada?
Em hora de crises
De possibilidades.
O coração apertado
Massacrando pesado.
Dúvidas veladas
Sufocadas
As portas escancaradas.
Já não sei ao certo
Nem aposto
Se estamos a postos
Ou de lados opostos?
E não consigo mais sentir
Seu cheiro
Seu corpo
Perto de mim.

by Giu

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

LA PAZ


Imagem by Internet


Fiz esta poesia a muitos anos atrás, para alguém muito especial...



Confusões da vida
Fusos horários que não se encontram
" Zil kilômetros behinde of us"
Idiomas diferentes
Já não sei mais o que falo
O que sinto
Respiro
Não sei o por quê desse sentimento
Que mexe fundo
Desorienta.
Dois segundos que abalam
Provocam terremotos
Maremotos
Calor nos andes
Frio nos trópicos
E no continente imenso
Dois Países que se encontram
Com suas fronteiras geográficas
Barrando as do sentimento.
Um dia, quem sabe
Em um País neutro
Who knows?
Costa Rica...

by Giu

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

MAFALDA x SMURFETTE


Tira by Quino

Quando crescemos e em tese amadurecemos (rs), olhamos para trás e vemos com outros olhos muitas coisas da nossa infância, inclusive os desenhos animados. Alguém já disse (não me recordo quem é esse “Alguém”), que as estórias infantis estão recheadas de insinuações veladas. Sem levar para o lado neurótico e tão pouco para teorias conspiratórias, optei por escolher duas personagens da minha infância para fazer um contraponto, uma brincadeira, ainda que séria.

Para tanto, vou esboçar o perfil das duas:
1) Smurfette – A única mulher na vila dos Smurfs, criada magicamente pelo Gargamel para infiltrar-se na vila e roubar o livro de magias do Papai Smurf. E que melhor espião seria aceito numa aldeia só de homens? É claro, uma mulher. Entretanto, Smurfet, sabe-se lá o porquê, é claro que existem algumas teorias, porque sempre existem (rs), acabou se rebelando com o criador, passando a viver definitivamente com os Smurfs. Não podendo deixar de fora o fato que, quando foi criada, ela tinha o cabelo preto, depois que ficou boazinha, tornou-se loira, é mole? (rs). Ah! Não podendo deixar de fora a farra dos cogumelos (rs).
2) Mafalda – Em meados da década de 60, surgiu na Argentina uma personagem. Uma menina de 6 anos que surge para desconstruir as visões conservadoras sobre a política, a moral, a economia e a cultura. O “pai” da menina é o Joaquín Salvador Lavado (popularmente conhecido como Quino). Mafalda é uma menina que se espanta diante do mundo e não aceita as “normalidades e obviedades” da realidade cotidiana.
Enfim, o ponto onde quero chegar é: ESPEREÓTIPOS.
A pergunta que não quer calar: SMURFETTE’s ou MAFALDA’s? Qual dos dois estereótipos ou modelos (como preferir) faz parte do referencial dos homens? Seja sincero e não tente ser politicamente correto.

domingo, 17 de janeiro de 2010

OSTRA FELIZ NÃO FAZ PÉROLA


Hoje acordei irremediavelmente pensativa. Eu, meus botões e as minhas amigas geminianas, porque quando uma geminiana acorda assim, só outro ser da mesma natureza para interagir.

Fazer logo o que se quer seria a receita da felicidade? Por que na maioria das vezes agimos como ostras e morremos de medo de algo entrar e nos contaminar? Não só aquela armadura contra o que realmente é ruim, mas também aquela que nos protege das emoções, simplesmente pelo medo de fechar os olhos e se entregar.
Proteger-se do que? De sofrer? A gente de alguma maneira acaba sofrendo e é por isso que OSTRA FELIZ NÃO FAZ PÉROLA (como diz Rubem Alves). Não fazer pérola para nós (não ostras...rsrs) é não viver, não sentir, não se permitir amar, se entregar, deixar que os sentimentos passem sem nos tocar, sem deixar marcas. E daí se não foi o nirvana? Afinal, nem só de momentos felizes a vida é feita.
Preciso repetir isso como um mantra, porque esse medo de se entregar vive rondando e tentando morar embaixo da minha cama...

sábado, 16 de janeiro de 2010

PERIGO


Imagem by Pacífico

Amar é perigo
Campo minado
Mas no fundo eu não ligo
Vem viver comigo
Ser meu abrigo
Por uns momentos
Correr perigo...

by Giu

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

O BEIJO




As jakutingas assinam embaixo...(pelo menos 02 delas...rsrsrs)


SEM ELE NÃO HÁ CÉU
(Ailin Aleixo)

Não importa quanto se insista baseado na racionalização — sem ele, só restam justificativas. Sem ele, o que poderia ser bom torna-se azedo. Nada resiste. Duas pessoas são capazes de passar por muito juntas: brigas, mortes, decepções, falta ou excesso de dinheiro, mas sem o beijo o que era um casal torna-se dois seres. Que podem, porventura, viver juntos e dizer que se amam, mas não tocam seus lábios, o que dirá de suas almas.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Reencontro


Imagem by Internet


Eu já estava te esquecendo
Tirando você do meu pensamento
Estava quase conseguindo
De repente, chega você outra vez
Tudo de novo
O frio no corpo
O pulsar forte do coração
Você sorri
Aquele olhar de sempre
E aquele jeito que até hoje não esqueci...

by Giu

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Amor



Ah! O amor...
Alguém escreveu p/ alguém e eu achei lindo...

"Há um mês neste momento eu estava me apaixonando, pouco depois tava te amando, agora sou todo seu..."

Me fez lembrar o que Vinícius de Moraes escreveu..."A vida é a arte dos encontros, embora haja tantos desencontros pela vida", e tb uma crônica da Ailin Aleixo...

O QUE É AMAR ALGUÉM?

Jamais soube, verdadeiramente, o que significava amar. Não o amor oferecido amigos, família – esse é fácil de distinguir, seja pela força do sangue ou pelo poder agregador da história em comum. Nunca consegui identificar os indícios da existência do amor quando o envolvido era aquele que entrava na minha vida e permanecia, mudando tantas coisas, acertando outras tão desarrumadas há tempos, adicionando complicações e prazeres. A incerteza estava sempre lá, questionando se aquilo era amor ou apenas uma sensação prolongada de satisfação que, fatalmente, acabaria. E, se acabasse, teria sido amor? Em algum canto de mim morava a certeza tolamente romântica de que, quando se tornasse realidade, ele curaria minha ansiedade inerente e instalaria a tranquilidade tão desejada, necessária. Mas isso não aconteceu. Nunca uma pessoa apaziguou meu tumulto. Então teria sido amor? Os fatos – tão repletos de ausência de sentido em tantos momentos – que me deixam incrédula, rancorosa, triste, seriam apenas pequenos contratempos sem importância comparados ao brilho e a dimensão que a entrada do amor daria a minha vida. Alguns homens passaram por mim, mas a ocasional frustração e raiva causadas por palavras ferinas e atos escusos – e a inevitável decepção atrelada a eles – nunca deixou de me assolar. Se a presença de nenhum deles tornou insignificante minha angústia, teria sido amor? Jamais desejei, com urgência e paixão uterinas, ter filhos com um homem nem sonhei com uma grande mesa repleta de netos, noras e genros. Também não me imaginei, idosa, ao lado dele a passear pela rua. E me senti uma sub-espécie de mulher, isolada do resto da humanidade portadora de belos desejos a longo prazo: se nunca vislumbrei esse futuro conjunto, teria sido amor? Demorei para aprender, mas hoje compreendo o significado de amar. O meu significado. Amar alguém é curtir o correr dos dias lado a lado, tirando, a cada oportunidade, o peso devastador das expectativas, porque é da leveza que nasce a harmonia. É sentir (e não saber—o que faz toda a diferença) que ele precisará da minha ajuda tanto quanto eu de um ombro para descansar; que o fim não mede a beleza de uma relação, assim como a morte não anula quem fomos; que nada, nem ninguém, arrancará de mim as sensações que me fazem ser quem sou (e que precisarei, sozinha, não destruí-las, mas lidar com elas); entender que a obrigação de me salvar é absolutamente minha. Amar alguém é ter a liberdade de ser.