quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Quando o encanto acaba...


Imagem by Ana Dias



O que dizer quando o encanto acaba? Nada, simplesmente ressurgir das cinzas como uma fênix e voar, simplesmente porque de repente, olhei e vi alguém muito diferente de quem me encantou, e pensei como é difícil enxergar pela primeira vez esse alguém despido da perfeição que imaginei.


E me perguntei “eu estava abduzida”?

Mas é claro, simples assim, fui abduzida pela sua presença envolvente e que de repente, sem explicação, o colorido ficou dark, já não sinto mais saudade. E é bom que seja assim porque amar é um dos melhores sentimentos do mundo, nos torna mais radiantes, mais azuis (as minhas borboletas são azuis, remember?), massssssssssss, é o esquecimento, que nos torna livres para poder amar de novo e ser feliz.


Por isso é que fui, vou admirar outras paisagens, outros olhares, outras emoções, e mesmo sabendo que deixo um pouco de mim com você, sei que vou sempre submergir, mais feliz, mais leve, mais feliz, e só tenho uma coisa a lhe dizer “você foi o sorriso mais lindo que eu já vivi”...

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Sorriu pra mim...


Imagem by Pedro Miguel Correia

Cada vez que te vejo
Desejo seu sorriso só pra mim
Seu olhar no meu
Eu louca por você e você por mim.
Então eu lembro
Que o destino não quis assim
Você só pra mim
E eu te amando até o fim.

by Giu

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Valentines Day


Imagem by Alexandra Ferreira



Valentines day são todos os dias para quem está amando. Todo dia é dia de amor, de sorrir, de dar o seu melhor e assim ser o seu melhor, sempre. De acordar gaguejando flôres, cantando ainda que desafinado, mas cantando porque a harmonia está dentro de você, em total conexão com o seu amor.

Quando se tem um amor e quando não se está junto as horas não passam, rastejam. Mas quando juntos, o tempo é de sentir, desejar, tocar, amar, viver cada momento como se fosse o último. Tempo também de ser criança e feliz, de não ter medos, de se soltar e viver a plenitude da entrega, a magia de ser dois e ao mesmo tempo ser um.

Não tema o romantismo, não teorize sobre o amor, siga o destino dos sentimentos aqui e agora, jogue para o alto todas as jogadas e estratagemas. Se o amor existe, seu conteúdo já é manifesto, por isso tudo, simplesmente ame e deixe o seu amor te amar...


"A grandeza do amor está na impossibilidade de sua catalogação, cristalização, definição, congelamento em fórmulas, formas e fôrmas. Ele é tão amplo, misterioso e profundo que sempre está além de onde o colocamos. Sempre surpreende. Sempre é mais. É outro. Aparece diferente. Aumenta na hora de acabar. Diminui na hora de existir. De vez em quando, coincide. Enfada, se permanece. Assusta, se ameaça partir. Cansa na constância. Desanima na insconstância. Cresce, porém, na constância. Vive de um estranhamento mas é carregado de afinidade. Eriça e aplaca sem inverter a hora certa de cada um (...)" (ARTUR DA TÁVOLA)

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Encontro marcado...


Imagem by Marcus Steinmeyer

Côncavo
Convexo
Tantas voltas
Reviravoltas
O mundo de cabeça para baixo
Palhaços chorando
Pássaros não voando
Perco-me no espaço, no tempo
E então te acho
Amor aflorado, encontro marcado...

by Giu

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Vontade de carnaval


Imagem by Baú de Guardados


É carnaval, momento de nostalgia total, de lembranças boas, principalmente da infância. Das matinês, do confete, das marchinhas, das fantasias e principalmente da alegria. Saudades das fantasias de baiana, pirata, havaiana e palhaço, das estrelinhas coloridas na face. Saudades dos amigos queridos, de "pular" carnaval rodando pelo salão e cantando "mamãe eu quero, mamão eu quero".

O tempo foi passando mas o carnaval era sempre alegria. Saudades do Makalu, "Maka, Maka, Maka, Makaluuuuu, o bloco é quente, é quente pra chuchuuuu. Maka, Maka, Maka, Makaluuuuu, quando ele entra pula mais que canguruuu. As nossas fantasias sempre têm um ideal. É pular a noite inteira para animar o nosso carnaval". Quem viveu tudo isso sabe do que estou falando, se lembra dos tempos de alegria, até das bandas made in PY que cantavam as marchinhas assim "ôlha a cabeleira do Zêze, sêra que êle ê,sêra que êle ê..." (rs).

Como era gostoso o preparativo, os encontros para decidir as fantasias, momentos de muitas risadas, já era o espírito do carnaval contagiando cada um de nós com a sua alegria. E no final de cinco dias de folia, ainda queríamos mais, queríamos continuar na fantasia que a vida era só de alegria.

O tempo passou, o carnaval mudou mas o sentimento ficou. Hoje o carnaval é diferente ou fomos nós que nos tornamos (IN) diferentes?

Ah! Como eu queria de novo toda aquela magia, nem que fosse por apenas cinco dias, mas o tempo não pára e em breve seria quarta-feira...

SURPREEEESA!


Imagem by Giu

SURPREEEESA!
(by Ailin Aleixo)

Por que odiamos tanto quando as coisas não acontecem como o esperado? Não se explica por que você odeia beterraba ou não consegue ser simpático num primeiro encontro. Explica-se a relação entre o aumento do dólar e a crise da Argentina, mas não por que você ama alguém. Ou odeia, irrita-se, quer estar próximo. E aí você fica perdido. No exato momento em que se percebe inapto para racionalizar, o chão se abre. A boca seca. Seus quatrocentos anos de estudo não servem para nada. Sua mente embaça como espelho de banheiro. Você fica nervoso. E então nota que só aprendeu a lidar com o programado: pagar contas, ganhar dinheiro, jogar bola com os amigos, beber no mesmo bar com as mesmas pessoas no mesmo dia da semana - e encontra no conhecido sua zona de conforto. Na rotina, sua segurança. "Mas tenho medo do que é novo e tenho medo de viver o que não entendo - quero sempre ter a garantia de pelo menos estar pensando que entendo, não sei me entregar à desorientação." Você não se enquadra na descrição? Ah! Adora aventura e planeja viajar pro Camboja de bicicleta? Você planeja. Assim como planeja em qual cargo estará daqui a um ano, a cantada que passará na garçonete gostosa ou qual desculpa dará para não almoçar na casa da sua mãe? Sei. Mas, se por um acaso qualquer você fosse demitido, a garçonete passasse a mão na sua bunda e sua mãe não te convidasse para almoçar, o que aconteceria? Você ficaria perdido. Desorientado. De repente, estaria jogado num território novo e perceberia que sabe lidar com injeção eletrônica, fibra óptica, computador e avião, mas ignora completamente o que se passa em você. Notaria que dedicou a vida a compreender e explicar o que acontece ao seu lado e ignorou solenemente aquilo que não se coloca numa tabela do Excel, que nenhum gráfico mostra. Notaria que não prestou a mínima atenção em si porque estava ocupado demais verificando seu extrato. Agora você tem dinheiro na conta e paga terapeuta, massagista, professor de ioga... e continua vagamente triste. Infelizmente muitos nunca se deparam com um momento de auto-análise forçada: trabalham, bebem, transam e vão ao cinema. São onipotentes deuses de seus pálidos microcosmos, mas morrem carregando a sensação de vazio, a vaga tristeza. Fazem um esforço danado para não se perderem numa paixão, não confiarem demais nos outros, não falarem muito, manterem o controle. E conseguem. Conseguem não viver - comem chocolate e não fecham os olhos para catalisar o sabor do creme se derretendo na língua. Casam-se e compartilham o cotidiano, não a vida. Lêem centenas de livros e não são tocados por nenhum. Passam pela vida. E só. "Como se explica que o meu maior medo seja exatamente o de ir vivendo o que for sendo?" Não se explica. Nem é preciso. Basta nos convencermos de que não precisamos inferir intelectualmente cada detalhe da vida - nunca entenderemos por que o olhar de sicrana nos mata ou o andar de beltrana nos dá tesão. E será que precisamos? "Não se preocupe em entender. Viver ultrapassa todo entendimento." Clarice Lispector não teve uma vida lá muito feliz, por isso se pode aprender tanto com ela. Aprender a não repetir os mesmo erros. E, acima de tudo, aprender que cada um "terá que correr o sagrado risco do acaso. E substituir o destino pela probabilidade", porque o que torna a vida interessante é o fato de não a controlarmos. Não existe nada mais maravilhoso do que poder ser surpreendido.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Você não se rende...


Imagem by Alexandre Grand

Você não se rende
Ao meu amor que é seu
Que não suporta a distância
A imensidão entre nós.
Você se esconde
Atrás de teorias
Quando o melhor seria
Eu na sua e você na minha.
Você resiste
Não cruza fronteiras
Não derrete geleiras
Não se rende.

by Giu

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

É você que eu quero...


Imagem by Pedro Moreira

Te imagino nas noites de insônia
Invento mil subterfúgios, mil desculpas
Pra saber de você
Dos seus dias, dos seus sonhos
Das dores que sentiu, dos amores que já viveu
Mas você nem percebe
E eu penso, como seria bom se você soubesse
Que por você eu escalaria o Himalaia
Só para voar direto para os seus braços
Desvendaria os maiores segredos do mundo
Só para te contar num sussurro
Saberia de cor o nome das estrelas
Só para te dar uma a cada dia
Leria todos os clássicos
Só para te causar impacto
Pintaria o sete, bordaria estripulias
Só para te ver sorrir
Mas você é um homem sério
E nem te brilha no olho uma faísca de tentação

by Giu

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Borboletas no estômago...


Imagem by Internet



Minhas borboletas são azuis...e você? Já descobriu a cor das suas? Ah! Não me venha com essa de "não sei", todos nós temos, a não ser que você seja de cera, sem vida. Do que eu estou falando? Calma, vou explicar (rs):

Estou falando daquela sensação que sentimos quando estamos apaixonados, aquele friozinho que dá quando o celular toca e é o seu amor. Quando você abre o seu e-mail e está lá na caixa de entrada um e-mail dele. Quando ouve uma música e sente o arrepio do toque, o gosto da pele, o beijo...

Nessas horas você não sente o farfalhar das borboletas no estômago, em revoada, disparada, batendo as asas sem parar...te deixando meio tonta, meio sem fôlego, sem ar?

Ah! Quem não tem borboletas no estômago não sabe como é bom...como é boa essa desorientação, esse andar distraído, cantarolando flores e emoções. Deixar se tomar pela vertigem, surpreender-se, afinal, amar é apesar, é a despeito, é "mesmo assim".

Se você não tem borboletas no estômago, cultive-as, porque poder sentí-las é querer, é permanecer acreditando, é atenuar as próprias dúvidas, é revolver infâncias e redescobrir adolecências espantadas, é aceitar o enigma, é aprender a viver.

As minhas são azuis e as suas?

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Uma oração...


Imagem by Internet



Tem dias que acordo assim, meio reflexão, meio exaustão, um certo cansaço. Cansada de gente, não de todas as "gentes", só dos medíocres. Ah! E quantos são. Quisera eu ter uma metralhadora giratória, uma "medío-mira", que girasse sem parar e só acertasse aqueles que passam a vida toda tentando ser o que não são.

Na verdade, sinto muita pena de pessoas assim, como deve ser infeliz a vida de quem não vive a sua vida, que passa a vida tentando ser como o "outro", objeto de sua admiração. Pessoas assim são carente de alma, são vampiros emocionais, não conseguem refletir-se nos espelhos, são apagados, mortos, insignificantes, sem luz.

Ainda escrevo sobre "isso" quem sabe pela necessidade latente de exorcizar definitivamente de perto de mim, mas agora chega de dedicar tempo e palavras com esses seres amórfos. Vamos falar de alegria, de brilho, de luz, de gente FURTA-COR.

Ah! Como é bom ter a alma livre, ser do bem, ser o que você é e não se importar com o que não é ou nunca poderá ser. Ser livre, livre das amarras da inveja, das algemas do ódio, das grades da hipocrisia. Bom mesmo é ser assim, feliz.

É acordar todos os dias e ter só o que agradecer, ter uma família maravilhosa, ter amigos de verdade, ter saúde pra dar e vender, ter o coração tranquilo, ter a vida pela frente refleta de coisas boas, ter o mundo a sua volta e o mundo em volta de você e para você, sempre, porque afinal de contas, o mundo é seu porque você é o mundo, é inteiro, é pleno, é radiante. O mundo não gosta de gente medíocre, o mundo gosta de gente assim como eu, que é feliz em cada minuto do viver...

E para encerrar, dedico um texto do Artur da Távola, na esperança de que ao ler, alguns medíocres da vez, comecem a realmente viver...

ORAÇÃO
(Artur da Távola)

Que o jovem, jovie e o velho, velhe. Que a moça, moce e a luz, luza. Que a paz, paze; o som, soe; a mãe, manhe; o pai, paie. Que o sol, sole e o filho, filhe. Que a árvore, arvore; o ninho, aninhe; o mar, mare. Que a mão, maõe e o pé, péie. Que a cor, core e o abraço, abrace. Que o perdão, perdoe. Que a letra, letre. Que o alvo, alve. Que o negro, negre. Que a avenca, avenque e a flor, flôra. Que o coração, coraçõe e a reza, reze. Que a criança, criance. Que tudo vire verbo e verbe. Verde. Como a esperança. E, como no princípio, sejamos verbos e inaugurais.