domingo, 28 de fevereiro de 2010

AMORES E PORQUÊS


Imagem by SaMY

Será desta vez
Que tantos porquês
Amores e buquês
Inglês e Português
Encontrei minha metade
De muita e pouca idade
Sedução e vaidade
Campo e cidade
Um jeito moleque de ser
Difícil de esquecer
Quero junto aquecer
E com você crescer
Florescer...
Viver..

Salum H.

Cataclisma


Imagem by Marco Pinheiro Costa

Nosso romance pode abalar as estruturas
Mudar o rumo dos ventos
Causar ventanias
Alterar toda a nossa geografia
Nos conduzir por caminhos tortuosos
Mudar o tom do nosso humor
Revolucionar a nossa história
Nossos destinos já traçados
E nós, que não sonhamos esse cataclisma
Não desejamos o caos
Já não sabemos mais qual o sentido
De se querer tanto
E só podermos ser amigos

by Giu

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Por trás das minhas lentes


Imagem by Salum H.

Por trás das minhas lentes
O mistério desvendável
Incálculável
Talvez abominável
Mas de uma sutileza ímpar
De beleza ínfima
De nobreza pura
Por trás das minhas lentes
O eu mais puro
De essência de canela
De cor de fruta bela
Por trás da minhas lentes
O presente esperado
Almejado
Esperado
Eu simplesmente
Desesperado.

by Salum H.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Ladra do meu coração...


Imagem by Hugo Tinoco

E quando o dia se for
Vai se com ele
Meu sentimento ladrão
Vai expulso, repulso
Recluso e obscuro
Por entre as valas da escuridão
Pra deixar vazio este coração
Que pede por uma louca paixão
Daquelas de te deixar no chão
De chorar em vão
De ser pura explosão
Pois o que seria de mim
Se não fosse o sentimento ladrão?
A tão esperada paixão
Ladra do meu coração

by Salum H.

Quem sabe nós...


Imagem by Carlos Marques Tavares

Uma emoção acima dos sólidos
Dos códigos, das leis
Atingir o infinito
Ouvir concretos
Agir em abstratos
Quem sabe nós...

by Giu

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

CHATOS


Imagem by Daniel Pedrogam


Você já parou pra pensar que as conversas dos "CHATOS" não tem ponto, muito menos parágrafo? É sempre uma verborragia e na maioria das vezes eles sempre conseguem impor seu tema. O "CHATO" é tagarela por excelência, como se os ouvidos dos outros precisassem de penitência.Ah! E os assuntos, sempre os mais variados porém "CHATOS" (rs).

Você já percebeu que os "CHATOS" estão sempre certos e entendem de tudo? Mas na verdade são simplesmente "CHATOS". Que bom seria se os cientistas, através do estudo do DNA, descobrissem uma maneira de calar o "CHATO". Porque, infelizmente, o "CHATO" não tem escrito na testa que é um "CHATO". Essa descoberta, nos pouparia de tantos dissabores, como por exemplo, ficar à mercê de um "CHATO".

Se a palavra "CHATO" estivesse escrita na testa, quando este ilustre babaca dobrasse a esquina, poderíamos imediatamente fazer como o Leão da Montanha do desenho animado e "saída estratégica para a..." Qual seria o pior "CHATO"? Chato-vizinho, chato-parente, chato-msn, chato-ex (não confunda com ex-chato porque acredito que este não exista), etc.?

Agora, se você está achando esse papo "CHATO", dá um desconto (sei que você riu e também "tem" alguns "CHATOS"), porque todo mundo tem o direito de um dia ser "CHATO", inclusive eu (rs).

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Vida...


Meu amigo, adoro seus poemas, adoro quando compartilha comigo os seus devaneios, para que eu possa postar aqui no blog. E se alguém não gostar, como diz a letra de um samba, "Bom sujeito não é. É ruim da cabeça ou doente do pé"...

VIDA

Você pode ser a metade que me faltava
O ser que me completa
Pode ser o meu eu incondicional
Que de nada tem igual
Você pode ser o sorriso que me alegra
A mão que me dá carinho
Você pode ser o corpo que me aquece
O vinho que embriaguece
Você pode ser minha volta e minha ida
E também minha partida
Você é a alma
Que ainda vou chamar de VIDA

by Salum H.

Não quero levar nada...


Imagem by Anita Graça Lopes


Não quero mais te querer
Não aguento mais a espera
A urgência do desejo
Por isso não quero mais nada
Você pode ficar com tudo
Com toda a nossa história
Fazer de conta que não houve
Que nunca aconteceu
Que eu nem existo
Por isso vou partir
E não quero levar nada.

by Giu

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Devaneios


Imagem by Daniel Pedrogam


Por entre os dedos
Por entre os medos
Em meio aos nossos segredos
Nunca antes revelados

Amor de bocas e línguas
Amor de tato e olfato
Amor de um único ato
Amor em porta retrato

Em preto e branco ou colorido
Um grande amor escondido
Quem sabe um dia explodido
E sempre correspondido

E por mais que eu sonhe
Você é ainda melhor que o sonho
É tato em preto em branco
É o ato a que proponho

Um poema feito a dois
Multicolorido, furta-cor
Assim somos nós dois
E como é lindo o nosso amor

by Giu e Salum H.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Gentilezas...


Imagem by José de Almeida & Maria Flores

Quem não enfrenta defeitos básicos? Até aí tudo bem, o problema é quando o "outro" assume a posição de inquisidor.

Detesto que me empurrem pra fogueira por quimeras, por falta de generosidade ou pela Teoria do Espelho. Os axiomas dessa teoria se resumem em um só: tudo aquilo que em mim irrita profundamente, faz com que eu massacre o "outro" quando percebo a semelhança.

Para ser feliz é preciso ter coragem e quebrar esse espelho, se libertar do peso de não ter generosidade por não ter a coragem de aceitar que eu erro, você erra, nós erramos, e assim caminha a humanidade, com os pés nos chão, a cabeça nas nuvens e muito amor no coração...

Afinal, não existe ninguém que um dia não tenha derramado água no chão da cozinha quando foi colocar a fôrma de gelo de volta.

Leiam esse texto do Fabrício Carpinejar...


"Enfrento alguns defeitos básicos. Um deles é derramar água quando coloco a fôrma de gelo de volta. Vou empoçar a cozinha e molhar os pés. São décadas cumprindo vagarosamente os passos da pia até a geladeira e sempre desequilibro na última hora, seja ao abrir o congelador, seja ao procurar uma fresta entre as comidas e o pote de sorvete. A ordem é frágil. Atinjo o cume, finco a bandeira e um desmoronamento de neve termina com a paz.

Não é saudável minha insistência, porém odeio fracassar. Não tem sensação pior do que se enganar e mentir aos outros para tentar se convencer.Talvez não faça questão de sair de uma crise e goste realmente do pessimismo. São hipóteses para fugir das certezas desagradáveis.

Já sondei fazer um curso ou assumir a função de garçom nas férias para efetivar o equilíbrio. Duas coisas se deve ensinar ao filho para evitar frustrações sexuais no futuro: amarrar o tênis e guardar o gelo. O resto ele aprende sozinho.

Durante a contratação pela universidade, agendaram com incrível antecedência o teste psicotécnico. O RH garantia um privilégio e concedeu duas semanas de preparação. Ou seja, uma quinzena para exercitar minha paranoia e refinar o bruxismo.

Não posso esperar muito tempo senão apodreço. Acalentei pesadelos por noites seguidas em que o teste admissional seria caminhar com a bandejinha cheia por todo o campus. Acordava gelado.

Não ria de mim, aquilo não é fácil, é um dos mais horrendos crimes da civilização, ao lado dos buracos da camada de ozônio. É a força do Inconsciente Coletivo pesando os braços.

Antecedentes devem puxar nossa espinha. Reencontramos nas vértebras os arrepios dos condenados injustamente pela Inquisição enquanto caminhavam para o cadafalso. Eu me vejo próximo da tosse de Giordano Bruno, primo do suspiro de Joana D’Arc.

O problema não é meu, ninguém deseja renovar a bandeja — na maioria das vezes, encontro a morrinha com duas ou três lascas. O familiar usa e devolve como se não houvesse nenhum desfalque. É a maior cara-de-pau.

Deixa o suficiente para seu uísque de madrugada, e só. Claro que descobriremos os tabletes vazios tarde demais, no momento de receber visitas e retornar do mercado com as garrafas quentes do refrigerante.

A generosidade do casal não está nas atitudes ostensivas que fazem parte do repertório de provocação e que permitem flagrantes como trocar o papel higiênico ou não largar a toalha molhada na cama ou manter seca a tampa da privada. Generosa é a substituição do gelo, uma ação sem sabor e transparente como a água. Discreta, qualquer um pode disfarçar e fingir desinteresse.

Contrariar pequenas preguiças traz sobrevida amorosa. Repondo as pedras, asseguramos a longevidade da relação."