sábado, 17 de abril de 2010

Procura-se um amor...


Imagem by Annie


A eterna busca do ser humano, amar, viver um grande amor. O amor não pode ser busca, o amor é descoberta, ele simplesmente acontece, tem seu tempo, seus segredos, seus mistérios. O amor é perfeito, pleno, cristalino.

Enquanto nós, somos um fazer-se sem descanso, e é justamente essa nossa incompletude que nos proporciona a oportunidade de viver um amor. Viver é como um quebra-cabeça, é procurar encaixes, é buscar o outro que me completa. A busca de um amor é a nostalgia pelo pedaço que me falta, a peça desencaixada desse quebra-cabeça.

Essa procura trás ansiedade porque tentamos várias peças que pareciam encaixar, mas não há encaixe, e então sofremos. Não nos damos conta que o amor é mágico porque é surpresa, ele acontece, muitas vezes onde menos esperamos. Amar é ser pego em flagrante já amando, é se encontrar numa curva qualquer da vida e se entregar um ao outro.

Serena teu coração, aplaca a ansiedade, deixe a vida te levar ao encontro do maravilhoso...


"Deixe o seu amor ser a mais verdadeira expressão de tudo que você é. Se o amor existe, seu conteúdo já é manifesto. Não se preocupe mais com ele e suas definições. Cuide agora da forma do amor: Cuide da voz. Cuide da fala. Cuide do cuidado. Cuide de você. Ame-se o suficiente para ser capaz de gostar do amor e só assim poder começar a tentar fazer o outro feliz". (Artur da Távola)

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Sobre plágios (Marla Queiroz)


Imagem by Pereira Lopes

Um texto do Blog de Marla Queiroz sobre o plágio. Acredito que tenha tudo a ver com o texto de ontem e como diz alguém que adoro, mas que detesto a expressão, " na sequência" . Explicando: " te ligo na sequência" (rsrs)

"Quando alguém se apropria de um texto sem dar os créditos ao autor, essa pessoa se apropria de um momento, de uma história que a inspirou, da oscilação dos sentimentos, de trocas íntimas.Ela se apropria de uma transa, de um abraço, de uma vitória, de uma dor, de uma cura e de horas que foram dedicadas à elaboração daquilo. Ela se apropria de uma lembrança, de uma saudade, de uma angústia, de uma solidão, de um talento. Ela se apropria de algo que pode exemplificar exatamente o que ela queria dizer, mas que teria dito de outra forma.Ela não escreve uma história, ela escreve uma farsa.

Por mais que um texto meu pareça fluido ou que eu tenha “facilidade” em escrever, este é um ato solitário e de muita entrega. As palavras são temperamentais e, muitas vezes, arredias. Seduzi-las será sempre um desafio. Compartilhar um texto é um ato de generosidade, porque se compartilha, antes de tudo, uma nudez. E é essa honestidade que tantas vezes desanuvia o coração de alguém que descobriu que não está passando pela mesma situação sozinho. Compartilhar é uma forma de dar calor, de segurar a mão, de fazer um afago, de pedir colo. Por mais simples que seja um texto, ele sempre é fruto de muita leitura, estudo, autoconhecimento, conversa, observação e trabalho. Por isso, o autor merece respeito e consideração. Talvez algumas pessoas não saibam, mas textos são como filhos que a gente solta no mundo, mas todos eles têm uma certidão de nascimento, uma identidade, uma digital.E serão reconhecidos mesmo que desfigurados, porque têm DNA.

Marla de Queiroz

P.S.: Esse texto foi escrito porque uma menina, já acusada de plágio por outra blogueira, faz um mosaico dos meus textos e os assina, sem me dar crédito ou dizer que é uma adaptação, só publica comentários aprovados por ela e, os elogios que recebe, por algo que não é dela, agradece: ao menos é educada! rsrsrsrsr. Enfim, eis aqui a inspiração do texto:

http://quasetudoquasenadaa.blogspot.com/

(Tenham muito cuidado com isso. É desanimador para um escritor ter seu trabalho roubado. Mas uma honra tê-lo divulgado em blogs e e-mails e orkuts com seus devidos créditos. É por isso que não protejo os meus textos: para que possam copiá-los na íntegra.)

P.S.: Aproveito pra dizer que vou viajar por uns dias e espero voltar com tantas novidades e textos leves e líricos. E que peguei mais exemplares do meu livro, mas não estou conseguindo responder com imediatismo a todos os e-mails. Obrigada por tanto!"

Para ler mais textos de Marla Queiroz, http://doidademarluquices.blogspot.com/

quinta-feira, 15 de abril de 2010

A inveja


Imagem by Márcia Perez (Pantanal sul-matogrossense)
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De todos os sentimentos demasiado humanos o que mais me assusta e me causa pavor é a INVEJA, porque é peçonhenta, é sorrateira, é maldita, é magra. É assim tão magra porque morde mas não come, não existe pra si, existe pelo outro, suga mas não se alimenta. É pálida, desbotada e medíocre. Acredita viver da infelicidade dos outros mas é da sua infelicidade que se alimenta e se retroalimenta.

Rubem Alves utiliza uma estória para definir a INVEJA. Um homem encontra um gênio da lâmpada. Como já é de se esperar, o ser flutuante pode realizar todos os sonhos do sortudo, basta que este os verbalize. Ao imaginar todas as belezas e tesouros do mundo, de repente o homem se entristece, pois recebe do gênio uma notícia que não esperava: "a cada desejo realizado, o seu pior inimigo receberá em dobro o que foi pedido". O homem pensa, pensa, pensa e pede: "ME FURE UM OLHO".

Assim é a INVEJA e o invejoso, infeliz, porque é pequeno, é mesquinho, é feio.

O invejoso é o pior cego porque não se enxerga, não percebe que ninguém brilha com a luz do outro, que somente conseguimos brilhar com luz própria, que é uma soma de várias luzes, luzes dos outros, luzes ofertadas com amor, carinho, alegria, amizade, fraternidade, bem querer. Só brilha também aquele que é capaz de doar sua luz, com desprendimento, porque tudo na vida é uma troca, de energia, de luz, de carinho, de amor.

Só consegue brilhar e doar luz aquele que tem a alma leve e o coração puro, que sabe que tudo o que ofertar de coração, lhe será retribuído em dobro, triplo, quadruplo, exponencialmente e infinitamente. E que por ser assim feliz, sua luz nunca vai deixar de brilhar.

Mas para isso é preciso despertar para o belo, para o bom, para a felicidade. Um despertar solitário porque de alma, essência, sentimento. Tenha coragem de tornar-se uma pessoa melhor.

O pôr-do-sol começa dentro da gente antes de começar no poente...

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Eu preciso dizer que eu te amo...

Muitas vezes a gente não tem coragem de dizer ou escrever EU TE AMO, e é nessas horas, assim como em tantas outras que uma música pode dizer muito mais que muitas palavras...


"E eu não sei que hora dizer. Me dá um medo, que medo..."
By Dé, Bebel e Cazuza

Metamorfose...


Imagem by Roberto Gamito


Escrever é um ato de fé, salvação, ressurreição, transformação e tantas outras coisas que é quase impossível uma definição absoluta. Quando escrevo me sinto livre, me liberto um pouco de mim, das minhas angústias, dúvidas, dores, medos. Acredito ser assim com a música, com pintar um quadro, whatever, com todas as coisas, através das quais, colocamos para fora o que temos na nossa essência, os sentimentos, a tonalidade da nossa aura.

Não sei dos outros, sei de mim e faço uma confidência, escrever é um ato de coragem. Ontem levei uma sacudida do Camaleão, para eu me soltar mais, me jogar, mas confesso que isso para mim ainda é um pouco difícil. Relutei anos para expor o que escrevo porque em cada linha, em cada frase tem muito de mim, do que penso, do que sinto e do que sou.

Esse “mostrar-se” é como uma metamorfose, um processo, em todos os sentidos. É um “virar borboleta”, sair do casulo, bater asas e voar. Virar borboleta é um pouco dolorido porque muitas vezes a gente resgata sentimentos e emoções que estavam "acomodados", muitas vezes não somos compreendidos e são tantas as vezes que nos assustamos, para o bem e para o mal, com o que sai de dentro de nós em forma de “escrita”.

Como tudo é movimento, é dialético. Nada é definitivo, tautológico. Eu escrevo! E assim a minha vida torna-se uma eterna metamorfose, uma eterna possibilidade de renascimento, um eterno transformar-se, formar-se, amar-se. Por acreditar nisso, meu perfil no blog é “Em eterna construção, um lego? Não nego!!! Só por diversão...”

Mas não só por diversão, por sobrevivência também, porque só sobrevive e vive a vida de verdade quem permite transformar-se, doar-se. Quem não entende que apesar de nos sentirmos mais acolhidos com a segurança do passado conhecido, é necessário "levantar a âncora", navegar outros mares, porque quem anda olhando para trás acaba tropeçando e, pior ainda, perdendo toda a paisagem.

Permita-se virar borboleta, permita-se voar. Depois que eu me permiti, espero de alguma maneira estar me tornando uma pessoa melhor...

terça-feira, 13 de abril de 2010

Beijo I


Imagem by José Ferreira

Já que hoje é o DIA DO BEIJO, um fragmento de inspiração...

Te beijei a boca, a alma
Te beijei a nuca, os olhos
Decifrei a tua essência
Acariciei a tua loucura
Fui a primeira mulher nua de verdade na tua vida.

by Giu

Confissão


Imagem by Helder Vasconcelos

Ele diz que se sente aos seus pés
Um incontrolável desejo de possuí-la
De ter, amar, domar, devorar, arder
Foi tocado pela vertigem.

Ele confessa que sente uma febre terçã
Um desejo insano do encontro de peles
De misturar os fluídos, os delírios
E algumas fantasias perigosamente pervertidas.

Ele declara que o seu amor não tem pudor
Não aguenta mais a urgência, a pressa da paixão
O desejo latente, absoluto, definido
Muito além dos sentidos.

Pode mudar as estações, as fases da lua
A sua loucura continua.

by Giu


Slave to Love (Brian Ferry) - 9 1/2 WEEKS

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Os homens de Oz


Estou apaixonada. O objeto de desejo? Um scarpin vermelho. Antes de me pregar na parede, me chamar de fútil, vou explicar ou não, afinal já passei da idade de dar certas explicações. As feministas que me desculpem, mas será que até elas resistem? Enfim, foi essa minha paixão que me fez refletir e foi aí que tudo começou.

Lembrei da Terra de Oz, do mundo mágico, povoado por vários povos e dominado pelas bruxas do Leste e do Oeste. Na estória existe três personagens, o homem de lata, o leão e o espantalho, que seguem junto com a Dorothy e seus sapatos de rubi pelo caminho dourado. Cada um deles em busca de algo que lhes falta, o homem de lata de um coração, o leão da coragem e o espantalho de um cérebro.

E foi aí que veio o estalo. O que nós mulheres preferimos ou queremos não encontrar nos homens? É claro que sabemos que perfeição não existe, então qual é a busca, se é que ele existe, qual o homem ideal? Na adolescência, temos uma vaga ideia do que é essencial num homem: que seja um sapo. Explico, um sapo que ao ser beijado transforma-se em um lindo príncipe, dando assim início à uma longa e maravilhosa história de amor.

O tempo passa, nós mudamos e consequentemente nossos conceitos e buscas também mudam, depois de alguns começos, finais e uma coleção de histórias bem e mal contadas, finalmente descobrimos que muitos príncipes viram um chato, outros nem tanto, alguns não. E aí volta de novo à pergunta, entretanto, não querendo e não podendo extender a lista de características buscadas, mesmo porque na estória são somente três os personagens.

Conversando com algumas amigas, levantamos algumas hipóteses de qual dos três seria mais "adequado" (rsrs):

1) O leão, tadinho, foi o menos votado. Realmente, acredito que a falta de coragem seja algo detestável em um homem. Nada mais insuportável do que um homem que não tem coragem de dizer o que sente, o famoso "amigo do peixe e camarada da isca", que não tem coragem de amar, se entregar e correr os riscos que isso envolve. Por isso, quase nada é tão decepcionante e esfrangalha tanto os nervos de uma mulher, como dividir a vida com um homem assim.

2) O espantalho, à queima roupa foi o preferido, o homem burro porém só se tivesse uma conta bancária "gorda". Quem sabe, algum sultão de Brunei com um palacete tão grande que não houvesse risco de nos encontrarmos menos do que de seis em seis meses, mas aí teria a Burka, os véus, a submissão. Conclusão: homem burro nem se fosse cravejado de diamantes e nisso concordo com a Ailin Aleixo, "homem burro é feito churro, pode até dar água na boca quando se olha, mas mal se acaba de comer e já causa indigestão. Sem falar na culpa que bate por a gente não ter gastado as calorias em algo mais refinado".

3) O homem de lata (lembrando: esta foi a melhor opção porque só haviam três). O que é um homem sem coração? Difícil definir, talvez seja por isso a escolha quase unânime. Acredito que são aqueles homens que se julgam acima do bem e do mal, onipotentes deuses de seus medíocres microcosmos que carregam dentro de si o vazio. Fazem um esforço danado para não se perderem numa paixão e sempre manterem o controle. E conseguem. Conseguem não viver.

É claro que não tem como chegar a nenhuma conclusão, afinal o grande barato da vida é amar e ser amado. A gente ama porque o amor existe, simples assim, pois quando é necessário justificá-lo, procurá-lo, racionalizá-lo, é sinal de que ele não está ali. Não existe receita, dicas, técnicas, normas, a gente ama porque ama, porque quer verdadeiramente estar, porque sente o impulso de permanecer, sem mais complicações. E, acima de tudo, aprender que cada um "terá que correr o sagrado risco do acaso e substituir o destino pela probabilidade", porque o que torna a vida interessante é o fato de não a controlarmos, afinal, não existe nada mais maravilhoso do que poder ser surpreendido.

Ah! E o sapato vermelho? Amo porque amo, simples assim (rsrs)

domingo, 11 de abril de 2010

Ato de contrição


Imagem by Graça Loureiro

Combinei comigo
Não falar meus sonhos,
Meus sentimentos.

Serei mais contida, quieta
Não vou falar nada, nadinha
Assim será.

Não vou sussurrar, nem gemer
Nenhum som, respiração muda
Silêncio absoluto.

Vou te tirar da minha vida
Seguir em frente
Enganar meu coração, minha mente.

Mas ainda me pergunto
Como vou conseguir?
Se na verdade, te quero muito.

by Giu

sábado, 10 de abril de 2010

Ponto Final.



Imagem by Carla Salgueiro

A coisa mais triste que tenho a dizer.
A coisa mais triste que já me aconteceu.
Desisti de você.
Desisti de te amar.

Não vou brigar.
Não vou me vingar.
Não quero mais entender nada.
Simplesmente desisti.

Tanta coisa dentro do peito.
Tanta vida e tanto amor.
Agora, já não quero mais.
Só quero deixar a vida fluir.

Quero desaparecer.
Deixar tudo para trás.
Não levar nada.
Não quero mais nada.
Ponto final.

by Giu