sexta-feira, 30 de abril de 2010

Fazer amor...


Imagem by Jomar


Um fragmento de inspiração...


Amor não se faz
Amor se sente
É perder-se um no outro
É unir-se, é encaixe
De corpo, alma e coração.

by Giu


"E agora o que vou fazer? Se os seu lábios ainda estão molhando os lábios meus? (...)" - NANDO REIS

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Pres (SENTIMENTO)


Imagem by Helen Minchin


Você não percebe que não sou uma mulher de metades, de se contentar com o pouco, com qualquer coisa. Sou passional, minha alma exala paixão, meus poros desenham pelo meu corpo códigos secretos que você não entende, não decifra, não pres (SENTE). Não tenho paciência para dramas, para problemas sem solução, para pessoas que se escondem atrás de ficções, que vivem de mentiras, de falsas ilusões.

Tenho o caráter do fogo, dentro de mim o que não se doma, o que não tolera a espera, a indecisão. Não sei bem ao certo onde foi que começamos a nos perder, só sei que a tua ausência foi tecendo o nosso fim, bordando em relevo os momentos em que te quero e não posso te ter, descosturando da minha memória a tua presença, apagando dos meus ouvidos o som da tua voz. São tantos os sinais, os presságios, pres (SENTINDO) que o meu destino é distante do seu.

Ah! Como eu desejei que a nossa história fosse diferente, que o encanto fosse eterno, mas ao me banhar nos raios da lua cheia, pres (SENTI) que me enganei.

Agora não mais pres (SINTO), sei.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Não entendo...


Imagem by Giu

Um pequeno fragmento de inspiração...

Tento entender mas não consigo.
Estou muda desde o dia que fiquei sem teus olhos, sem teu sorriso...

by Giu


JOTA QUEST - "Vem andar comigo"

terça-feira, 27 de abril de 2010

As grades da alma...


Imagem by Leonardo Peçanha


"Deus dá a todos uma estrela. Uns fazem da estrela um sol. Outros nem conseguem vê-la."
(Helena Kolody)


Escutei de alguém a seguinte frase, "me sinto como se estivesse preso em uma cadeia", referindo-se à um relacionamento amoroso.

As piores grades são as grades da alma, porque quem nos aprisiona somos nós mesmos, seja por acomodação, medo, wathever. São grades construídas ao longo da vida e são as piores porque invisíveis, não conseguimos tocá-las, somente sentimos seu peso devastador sufocando a alma, a essência, o coração.

Eu prefiro cercas. Cercas coloridas pelo amor, afeto, carinho, compreensão, companheirismo, afinidade, paixão, e é claro, com muito tesão porque "sem tesão não há solução", sem tesão somos meros seres sem vida olhando a vida acontecer lá fora, apesar de nós. Esse é o nosso maior pecado, deixar um vazio dolorido se intalar e morar em nós.

Vivemos procurando algo que preencha esse vazio e nos complete, nos transborde, pulse, vibre, derrube as nossas grades emocionais para construir cercas coloridas de felicidade, que esquecemos que as fontes de felicidade se encontram no mundo de dentro. Muitos encontram o que lhes falta, completa, mas são poucos os que derrubam as suas grades emocionais, atravessam a ponte e seguem outro caminho.

Todos os caminhos levam ao mesmo fim. Na vida há só o caminho e a felicidade é um desses caminhos. Compete somente a nós escolher como e com quem caminhar. Eu moro no caminho da felicidade, se você quiser pode vir caminhar comigo...

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Sobre mulheres e contos de fada


Imagem by Internet*

Era uma vez, algumas perguntas que não queriam calar, e foi assim que tudo começou...

Por que nós mulheres, independente da idade, credo, raça, condição social somos tão parecidas quando o assunto é amor, relacionamento, homens? Por que muitas de nós não consegue se libertar do que vou chamar aqui de "maldição dos contos de fada". Algumas mais amaldiçoadas, outras nem tanto, mas este não é o ponto e também não tenha curiosidade em saber em qual dos graus de maldição eu me encaixo, poucos sabem mas não abrem a boca, sob o risco de serem banidos do mundo de JAKUTINGA** .

Mas, voltando aos contos de fada, especificamente quatro: RAPUNZEL, BRANCA DE NEVE CINDERELA e A BELA ADORMECIDA. O que esses contos tem em comum? Muitas coisas, mas como diria Jack, vamos por partes. As mulheres nesses contos, com exceção das "princesinhas", são más. Enquantos os homens são bonitos, gentis, ingênuos, etc, etc, etc. Vou explicar...

No conto da RAPUNZEL, um casal morava ao lado de um jardim murado que pertencia a uma bruxa. Um belo dia, a esposa, no final da gravidez, viu uma árvore com suculentos frutos no jardim e os desejou obsessivamente (será que vem daí o lance dos desejos na gravidez?). Por duas noites, o marido invadiu o jardim da bruxa, mas na terceira noite, enquanto escalava muro e retornar para casa, a bruxa apareceu e acusou-o de furto. O homem implorou por misericórdia, e a bruxa concordou em absolvê-lo desde que a criança lhe fosse entregue ao nascer. Desesperado, o homem concordou e quando a menina nasceu, entregou-a à bruxa, que lhe deu o nome de RAPUNZEL, o nome da árvore cujos frutos o marido robou. O marido, coitadinho, fez o que fez porque a mulher o pressionou. E quem salva RAPUNZEL? Um príncipe, é claro.

Em BRANCA DE NEVE, a rainha é a má da história, mas por que ela é má? Porque é fútil e vaidosa, só pensa na beleza. "Coisa" de mulher na cultura ocidental, européia (a origem do conto é a tradição oral alemã), porque na mitologia greco-romana quem representa a vaidade é Narciso, um homem. Bom, acredito que todo mundo conheça a história por isso vou me ater aos pontos que me interessam. O pai é bonzinho, o caçador que não a matou é bonzinho, os 7 anões são bonzinhos (com excessão do Dunga depois que virou técnico da seleção) e o príncipe que dispensa comentários.

A BELA ADORMECIDA, foge um pouco da regra de só as mulheres serem más, porque na verdade doze fadas eram boas, só uma era má, a que não foi convidada para o batizado, e de tão enciumada jogou um feitiço, que todo mundo sabe qual é, blá, blá, blá. A BELA ADORMECIDA dormiu por cem anos até que o seu amor verdadeiro a despertou com um beijo.

O conto da CINDERELA é o que mais reúne mulheres más: uma madrasta, duas irmãs invejosas e mais um monte de mulheres que trabalham na casa, vêem tudo e não fazem nada. Mas o que mais me incomoda neste conto é a inércia da moça, pois em todos os outros, mesmo sendo tão bobinhas, elas de alguma forma souberam se "virar", porque ser gata borralheira todos nós um dia fomos ou podemos ser, mas daí sentar e esperar o prícipe com o sapatinho de cristal já é demais.

O fato é que, crescemos ouvindo essas estórias. Será por isso que muitas de nós mesmo quando estamos em um relacionamento que nos faz mal, em que não somos as más da história, ainda assim nos sentimos culpadas e por isso no dever da penitência de ser infeliz ao lado de quem não nos merece? E outras, que ainda insistem em acreditar em príncipes encantados e passam a vida inteira esperando? Sinto dizer, príncipes encantados não existem, o que existe são homens de carne e osso, cheio de defeitos e qualidades, assim como nós.

Para você, que teve saco de chegar até aqui, vou contar um segredo. No meu batizado, no reino da JAKUTINGA, a fada que não foi convidada jogou um feitiço, "essa menina vai dar trabalho".

THE END (ou não...)

* Imagem: escolhida pela minha super amiga Yaku-za, aliás, somos uma dupla imbatível, Pinky & Pinky, Cano & Gancho S/A, Houston & Apolo 13 e Super Gêmeas Ativar.

**JAKUTINGA: um reino encantado também.

domingo, 25 de abril de 2010

Baú de Guardados II


Imagem by Paulo Cesar


Mais uma do baú, 1992.


NEBULOSA

O tempo é tua balada
A noite, teu teto
A lua, teu farol
A vontade, tua estrada
Um pedaço de mundo, horizonte sem fim.

Um poeta ambulante
Abrindo portas, disfarçando medos
Riscando os caminhos com emoção, nem sempre inteiras
Buscando páginas para teus versos
Um porto para os teus sonhos inquietos.

Um menino assustado
Presa fácil dos sabores passageiros
No fundo um anjo, de asas azuis como os sonhos
De peito aberto, sem rumo certo
Querendo sempre mais que o infinito.

by Giu


Luther Vandross cantando "Killing me softly"


sábado, 24 de abril de 2010

Foi assim como ver o mar...


Imagem by NEST

"O tempo se mede com batidas. Pode ser medido com as batidas de um relógio ou pode ser medido com as batidas do coração (...) o tempo do relógio é indiferente às tristezas e alegrias. Há, entretanto, o tempo que se mede com as batidas do coração. Ao coração falta a precisão dos cronômetros. Suas batidas dançam ao ritmo da vida. Por vezes tranquilo, de repente se agita, tocado pelo medo ou pelo amor. Dá saltos. Tropeça. Trina..." (Rubem Alves)


Às vezes sinto uma tristeza profunda, alguns fantasmas voltam a rondar, algumas coisas que moram na minha alma e não conseguem cicatrizar, como a tristeza de amor, a tristeza de um vazio que deseja o pleno. Bastaria um encontro, um sorriso para iluminar a alma, arrancar do peito a tristeza que fez morada quando você de mim partiu, deixando um buraco na minha alma, um vazio, a falta de você, "saudade é a presença de uma ausência, um vazio que dói" (Rubem Alves).

Tem sentimentos que deveriam permanecer bem enterrados e o meu amor por você é um deles, mas o que fazer com o incontrolável, com esse vulcão dentro do meu coração, que só com a possibilidade, ainda que ínfima, de te encontrar, entra em erupção? Toma conta de todos os meus pensamentos, solidificando ainda mais, com suas lavas emocionais, o meu amor por você, o te querer, te desejar com sofreguidão, quase uma loucura, "e me vingar a qualquer preço, te adorando pelo avesso, pra mostrar que ainda sou tua" (Chico Buarque).

Descobri que o amor ignora os abismos do tempo, ignora a distância física porque continua vivendo da proximidade de alma, da certeza do encontro. Esperar e ansiar ter novamente o calor do abraço, o gosto do beijo, a luz do sorriso e o reencontro do olhar. A distância não apaga, ela acende o amor até quase queimar, arder, delirar. Nós dois sabemos que somos um do outro, sempre fomos, sempre seremos. Escolhemos em todas as nossas vidas nos encontrar, somos yin e yang e somente quando estamos juntos a felicidade acontece, "ainda te sinto em tudo que permanece" (Alice Ruiz).


"Foi assim, como ver o mar, a primeira vez que meus olhos se viram no seu olhar..."


TODO AZUL DO MAR (Flávio Venturini)


sexta-feira, 23 de abril de 2010

Beijo II


Imagens by Internet


Um pequeno fragmento de inspiração...

Beijo é sol, é lua
Um eclipse de desejo
Tua boca na minha
E a minha na tua.

by Giu


quarta-feira, 21 de abril de 2010

O CIRCO


Imagem by DDiArte

O circo, o maior espetáculo da terra. Talvez a melhor lembrança da infância, dos melhores anos da nossa vida, das fantasias mais deliciosas, dos medos mais imaginários, da melhor época de ser criança. Lembro quando o circo chegava, era a maior festa. Ficávamos sonhando com o momento de adentrar a lona e ver os palhaços, dar muitas risadas.

O palhaço é a alma do circo, é ele que através das estripulias nos encanta, trás à tona o riso contido a muito tempo, abafado pelo cotidiano, pela vida. E o colorido do circo? Eu ficava encantada com as dançarias em seus collants , hoje bodies (rsrs), de lantejoulas, hoje paetês (rsrs), puro glamour. Achava que eram as mulheres mais lindas do mundo, as mais desejadas, as mais invejadas.

Cresci e observei estarrecida a diferença do circo da minha infância para o circo atual. O circo hoje não é mais o mesmo, perdeu o seu brilho, perdeu o seu público. Culpa do circo? Dos artistas? Claro que não, a culpa é nossa, seu respeitável público, que se deixou seduzir por outros tipos de diversão e esqueceu como é encantadora a simplicidade alegre do circo.

"São as crianças que vêem as coisas - porque elas vêem sempre pela primeira vez com espanto, com assombro de que elas sejam como são. Os adultos, de tanto vê-las, já não vêem mais. As coisas - as mais maravilhosas - ficam banais. Ser adulto é ser cego".
(Rubem Alves)

Estamos hoje tão envolvidos em nossos mundos que esquecemos de olhar o lado bom da vida, e o circo é um deles. A possibilidade da alegria, de rir sem pudor, de deixar o lado criança renascer. Por isso, senhoras e senhores, respeitável leitores, não deixem de ir ao circo. Permitam que a magia e o encantamento faça parte da sua vida e abram novamente os olhos e o coração.

O espetáculo vai começar...

Baú de Guardados I


Imagem by Carlos de Souza Santos


Baú de Guardados, 1990.


“Experiência é aquilo que nos passa, ou que nos toca, ou que nos acontece, e ao passar-nos nos forma e nos transforma...”
(Jorge Larrosa)



Remexendo meu baú de guardados, encontrei algumas poesias, papéis amarelados, lembranças, memórias, um cheiro de guardado. Algumas me fizeram sorrir, outras chorar, revisitar, ainda que por segundos o momento vivido.

Esta poesia em especial foi feita para um grande amor do passado, escrita no leito de morte deste amor, um amor que parecia ser para sempre, que naquele momento eu queria que fosse para sempre, não foi.

Todos os amores da nossa vida são grandes amores no momento que estão acontecendo, sendo vividos, experimentados. Amores passados são marcas que nos acompanham pelo resto da vida e feliz daquele que em algum momento é lembrado, recordado, porque soube amar e ser amado.

Quem nunca viveu um amor não viveu o melhor de si. O amor é rara oferenda, não a perca...


EM SILÊNCIO

Em silêncio te respiro, lenta e vagarosamente
Te tomo nos braços, me explico
Procuro conhecer as tuas formas
Os teus contornos, tuas fantasias.

Em silêncio vou te consumindo
Tentando entender os teus motivos, os meus
Se somos almas gêmeas, formas opostas
Ou dois loucos a procura de uma ponte.

Em silêncio caminhamos rumo ao desconhecido
À um novo encontro, ousadia repentina
Tentando retomar a vida
Reencontrar os sentimentos perdidos.

Em silêncio nascendo no peito uma angústia
Nossas diferenças rondando o coração
Nossas intolerâncias vencendo a paixão
E uma escuridão indicando a estrada, o caminho.

by Giu