segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Ilusão


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PRESENTE, de grego?



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Você decide que para sempre será dona do seu destino, e não permitirá que ninguém toque de novo a sua alma. No entanto, um belo dia, alguém entra na sua vida, acaricia seus medos, aniquila suas resistências, ocupa todos os espaços e te faz acreditar que o amor é um presente.

Você cuida desse presente como um cristal delicado, com mãos de afeto, para que ele permaneça inteiro, límpido, verdadeiro. De repente, você começa a perceber que ele mudou de cor, já não parece tão real, alguns riscos começam a ofuscar seu brilho.

Você percebe que foi desmoronando tudo o que você construiu com tanto cuidado, desejou com tanta ternura. É chegado o momento de destruir os escombros, para que você possa voltar à tona, à superfície e pisar firme com os dois pés no chão da realidade, para poder novamente bater asas e voar.

Você sabe que um novo encontro te espera, uma nova história, um novo amor, e "que seja doce".


by Giu




“Não importa o quanto às vezes seja difícil, o quanto às vezes eu me atrapalhe, o quanto às vezes eu seja a densa nuvem que esconde o meu próprio sol, quantas vezes seja preciso recomeçar: combinei comigo não desistir de mim”.

(Ana Jacomo)



domingo, 12 de setembro de 2010

Quando a alma é tocada


Imagem by Trakinagem da Jaku







Tudo que nos tocou a alma com amor, vai de alguma maneira, para sempre existir dentro de nós...

by Giu






PRA VOCÊ GUARDEI O AMOR - Nando Reis

Pra você guardei o amor
Que sempre quis mostrar
O amor que vive em mim vem visitar
Sorrir, vem colorir solar
Vem esquentar
E permitir


sábado, 11 de setembro de 2010

Ternura


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"Resta, acima de tudo, essa capacidade de ternura (...) Resta esse constante esforço para caminhar dentro do labirinto, esse eterno levantar-se depois de cada queda, essa busca de equilíbrio no fio da navalha, essa terrível coragem diante do grande medo, e esse medo infantil de ter pequenas coragens."

(Vinícius de Moraes)





Marxista no amor


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Virei marxista no amor
Uma revolução.

Totalmente dialética
Tudo é processo, tudo é movimento.

Captar a essência sob a aparência
Antes de usar a força do amor.

(E ter um exército de reserva)



by Giu



PS.: Sabedoria do "Véio" aplicada ao amor (rsrs).





sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Segredos da alma


Imagem by Trakinagem da Jaku




- Repousar a cabeça no ombro do homem que eu amo.

Ela me disse, quase num murmúrio, quase silenciando. No fundo ela sabia, os segredos da alma não devem ser revelados, nos deixam vulneráveis demais...


by Giu




quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Wonder Woman


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Minha fragilidade insiste em usar uma fantasia.
E essa sua teimosia, é que muitas vezes,
Me faz despedaçar...

by Giu





"Eu sou essa gente que se dói inteira porque não vive só na superfície das coisas..."

(Marla de Queiroz)





SÓ PRO MEU PRAZER - Leoni

Eu tiro a roupa pra você
Minha maior ficção de amor...


quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Quando o amor vem à tona


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Quero compartilhar com vocês esse texto da Ana Jácomo, que além de maravilhoso, tocou-me de maneira muito forte.

Porque o amor assusta, me assustou e talvez continue assustando por toda a minha vida. No entanto, apesar de tantos desencantos e desencontros, é bom saber que é o amor, e só ele, que pode nos fazer florir.

Aconchegou-me o coração...

by Giu




"Talvez o que mais nos assuste quando o amor vem à tona seja essa habilidade que ele tem para revelar os nossos medos todos. As nossas belezas. As nossas feiuras. As nossas sementes que puderam florescer com viço. As nossas sementes que não conseguiram dizer suas flores. As nossas sementes que temem florir. Talvez o que mais nos assuste quando o amor vem à tona seja essa habilidade que ele tem para revelar as nossas borboletas que souberam se desvencilhar dos casulos. As nossas crisálidas apavoradas por se saber com asas, embora sonhem, encantadas, com o néctar da vida. As nossas feras vorazes e ressentidas. Talvez o que mais nos assuste quando o amor vem à tona seja essa habilidade que ele tem para revelar os nossos avanços. A nossa estagnação. Os nossos fracassos. As nossas vergonhas. As nossas vaidades. A nossa arrogância, que muitas vezes não é outra coisa senão um disfarce que o embaraço usa para esconder o conflito por sentirmos tanto afeto sem saber direito como expressá-lo. Como fazê-lo circular.

(...) O amor nos desnuda a alma, nós que muitas vezes, ao longo da vida, nos enchemos de peças de roupa de tudo o que é tipo, físicas ou sutis, óbvias ou disfarçadas, para tentar escondê-la. Saber a própria alma nua e não ter jeito de tapar-lhe as partes íntimas, de inibir sua exibição, de pedir-lhe modos, é um desconforto dos grandes para quem se acostumou a viver pequeno por parecer mais cômodo, sem arredar os movimentos do território áspero do ilusório controle. É um desconforto dos grandes para quem se acostumou a tratar a emoção com recato, sob o custo de amordaçar a alegria fluida do tambor do prazer. Essa que ressoa, sempre, mesmo que aparentemente silenciosa, no nosso coração. O amor chega e abre as janelas, escancara as portas todas, rasga o tecido frágil das redomas que criamos para nos proteger, a gente se assusta. Olhando de perto ou de longe, não é sem razão.

(...) Que perspicácia da vida, meu Deus, isso de fazer as pessoas se encontrarem por meio do amor, que, quando vem à tona, latente que pulsa a maior parte do tempo, remexe em tudo, esvazia falsas verdades, inaugura saberes e sabores, bagunça o coreto todinho, faz a gente olhar para a própria nudez. E começar a gostar dela. A respeitá-la.

A princípio, quando o amor vem à tona, a gente acha que precisa se entender com o outro, sobretudo. Não é verdade, o chamado principal é de outra natureza. Com o outro, se a fluência permitir dos dois lados, pode acontecer um encontro lindo, real e imperfeito, como todos, e é claro que a gente torce por isso. Pode não acontecer também, às vezes o tempo de duas pessoas, por mais que se gostem, não coincide para o desafio bom da vivência mútua do afeto. Mas, o amor pelo outro é, principalmente, esse espelhamento: no fundo, quando vem à tona, o chamado é para nos entendermos com nós mesmos. Com a nossa história. Com as nossas sementes. As nossas flores. As nossas borboletas. As nossas feras. As nossas feridas. As nossas luzes. As nossas sombras. A nossa alma.

(...) O amor, sendo divino pelo seu caráter criativo e transformador, é também o que de mais humano existe. No amor, com todas as minhas singularidades, eu me irmano com toda gente. E reconheço que, embora não saibamos muito bem o que fazer com a essência desse lume, com tudo o que dispõe e possibilita, ele clareia os caminhos e nos faz avançar, nos ajuda a ser mais parecidos com nós mesmos. Mais inteiros. Mais espontâneos. Mais livres. Mais generosos. Embora não saibamos muito bem o que fazer com o amor, ele sabe o que faz com a gente. Ninguém, arrisco, permanece igual depois da diferença de um encontro de amor. Alguns se acovardam tanto, que às vezes parece que é pra sempre. Outros, passam a ter mais coragem, ainda que com todo o medo. Mas, pra gente viver não é preciso mesmo não ter medo. É preciso, apesar dos medos todos, ter valentia para ser e sentir, essa capacidade que o amor, habilidoso, consegue burilar com toda a calma do mundo em nós."

(Ana Jácomo)




m(EU)


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TUA ALMA
TEU CORPO
E O TOQUE DA PONTA DOS TEUS DEDOS

(meu desejo)

TUA ENTREGA
TEU FASCÍNIO
E O RISCO DE ENLOUQUECER DE PRAZER

(minha paixão)


TUA DOÇURA
TEU AFETO
E O OLHAR MAIS DOCE DA MINHA VIDA

(meu amor)


by Giu






terça-feira, 7 de setembro de 2010

Na luz dos olhos meus...







“(...) rir dos cárceres onde se prendeu
e levou um tempo imenso
pra descobrir que as chaves
estavam com você o tempo todo.”

(Ana Jácomo)