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Como diz minha amiga Alzira, “pé na bunda dói pacas”. Concordo, dói um montão. E eu confesso, sou passional, escrevo poemas, prosas e poesias em louvor ao morto. Fico deprimida, choro horrores e durmo com o Lex, aquele que te derruba na cama, 6 mg e já Elvis, certeza do sono reparador.
Não tenho vergonha ou pudor de dizer que sofro, e morro de pena de quem passa a vida fingindo que nada afeta. Coitados, meros bonecos de cera que deveriam estar em algum museu por aí, porque vida de verdade é aquela em que a gente ama, ri, é feliz e, muitas vezes se decepciona e sofre pra xuxu.
A verdade é que nunca sabemos quando deixamos de ser importantes na vida de alguém, quando vamos desbotando, sumindo, desaparecendo. Não há nada de errado nisso, triste sim, mas não errado. Não dá para exigir ser amado, exigir que alguém fique ao seu lado. Amor não se exige, sente-se, vive-se.
Eu sou assim, curto a fossa até o fim, para que eu possa exorcizar o fantasma e ele nunca mais me assombrar. E sei que tudo na vida passa. Chega um momento em que é preciso secar as lágrimas, subir no salto 15, gloss nos lábios e um sorriso de ofuscar até o sol.
by Giu
"Não sei, deixo rolar. Vou olhar os caminhos, o que tiver mais coração, eu sigo"
(Caio F.)