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Não suporto pseudo-homens.
Aliás, quem suporta? Bom, deve haver neste mundo um mix de mulheres que adoram, caso contrário há muito já teriam sido exterminados. Mas não, eles continuam por aí, disfarçados de homens de verdade. E azar de quem topa com um. Lascou-se, porque este tipo de homem enquadra-se na definição da Ailin Aleixo, “amigo do peixe e camarada da isca”, o famoso sabonetão.
Infelizmente, assim como não sabemos distinguir gregos de troianos, a primeira vista o pseudo-homem parece o que não é. São exímios na arte do disfarce e da camuflagem, vivem mascarados, e o que é pior, acabam incorporando como uma segunda pele a ilusão de que são homens de verdade, quando não são dignos de nenhum substantivo. Trata-se de alguém com a infância mal ultrapassada, a famosa Síndrome de Peter Pan, condenado à imaturidade eterna.
A única coisa que o pseudo-homem sabe fazer com maestria é a arte da sedução. É claro, são os canalhas de plantão, cheios de lero-lero, artimanhas, mentirinhas. Na verdade não passam de enormes pastéis de vento. E só! No entanto, por increça que parível, há sempre uma bobona encantada com a lábia-maravilhosa-cheia-de-ternura-e-amor-pra-dar. E, pasmem! Muitas de nós já conjugamos ou um dia vamos conjugar o verbo cair: “eu caí, ela caiu, nós caímos, elas caíram, cairão”, whatever, bad as weed.
Esse tipo sabe como trazer à tona a adolescente estou-acima-do-bem-e-do-mal que mora em cada uma de nós. Eu sinceramente gostaria que deixassem de existir, porque com absoluta certeza, o mundo seria muuuuuuuuuuuuuuito melhor. Não teríamos que passar pela desagradável experiência de fazer papel de boba da corte na vida tosca de seu ninguém. E pouca coisa pode ser pior que isso, nem porre de pinga ruim é.
Sei que errar, além de humano, é um porre. O chão abre, o teto desaba, o mundo desmorona, a ficha cai. É quando percebemos que passou da hora de colocar a ingenuidade de castigo, virada para a parede, porque só assim conseguimos evitar maiores estragos e grandes decepções. Infelizmente, não é de prima que a gente saca que alguém não vale à pena, que trata-se de uma alma pequena, de um pseudo-homem sacana.
Como diz a Tati Bernardi, "quem nunca saiu com o cara errado que atire a primeira pedra. Mas atire nele, por favor".
by Giu








