Este é um espaço das delícias.
Delícias em forma de palavras, poesias e muita imaginação.
Cotidianos, meridianos, tardes insólitas, viagens interplanetárias, horas vadias...
"Um
dia eu ainda lhe conto como tudo silenciou e terminou dentro de mim. Dizem (e
eu acredito) que contando assim, aos poucos, a gente transforma vazios em
encantos, dias em dias, janelas em portas, perguntas em respostas. Não sei se é
assim, nesta ordem. Mas quando o propósito é bonito, a alma nunca prende o
riso."
"Mamãe Oxum" (André Luis Oliveira / J. C. Costa Neto), Maria Bethânia, registro do disco "A Trilha sonora África Brasil" (contribuição dos créditos feito pelo meu amigo querido Danilo Mendonça Martinho, poeta da colina).
"Desenho um novo contorno. Quero outra cor para este cotidiano. Dispenso os tons de cinza, abro a janela e evito as gotas escorrendo pelo vidro. Lavo o rosto, deixo um sorriso no espelho, volto a me preocupar com minha roupa. Faço superstições ao tropeçar, planejo alguma fala perdida, roubo flores no parque. Invento novos motivos para um encontro. Visto-me de um novo espírito notável, recuperando algum reflexo de vida. Desfaço os esconderijos, falo sem mais pudores ou restrições de sentimentos. Na busca de qualquer inteiro firmo meu passo, abraço de novo o risco.Há algo nascendo e a chance é a melhor coisa que podem te dar. Abro o peito para o mundo, pois tem algo aqui fora. Além de qualquer alma, há algo que a completa. Esboço uma nova realidade e vão se construindo os personagens. Tudo agora é possível, como não ser feliz com isso?"
Tem um tempo que eu escrevi o post de hoje, mas por conta do seu teor um tanto sorumbático, foi ficando em stand by. Porém, entretanto, contudo, tendo em vista e outras "coisitas más ", dentre elas estar encerrando uma etapa da minha vida e iniciando outra, estou fazendo um limpa, jogando tudo que não combina com leveza e felicidade, inclusive textos como este. Enfim...