quinta-feira, 10 de março de 2011

Outras frequências





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Eu também vibro em outras frequências...

E são tantas as vezes que sofro e choro, porque quem não vibra na frequência dos babacas de plantão, está sempre na contra-mão. Mas eu não ligo não, ser livre vale à pena de montão!!!

Giu



OUTRAS FREQUÊNCIAS (Engenheiros do Hawaii)

"Seria mais fácil fazer como todo mundo faz.
O caminho mais curto, produto que rende mais.
Seria mais fácil fazer como todo mundo faz.
Um tiro certeiro, modelo que vende mais.

Mas nós dançamos no silêncio,
choramos no carnaval.
Não vemos graça nas gracinhas da TV,
morremos de rir no horário eleitoral.

Seria mais fácil fazer como todo mundo faz,
sem sair do sofá, deixar a Ferrari pra trás.
Seria mais fácil, como todo mundo faz.
O milésimo gol sentado na mesa de um bar.

Mas nós vibramos em outra frequência,
sabemos que não é bem assim.
Se fosse fácil achar o caminho das pedras,
tantas pedras no caminho não seria ruim"







quarta-feira, 9 de março de 2011

Depois de muito amor





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A mulher somente despreza quem ela amou demais. Não é qualquer homem que merece, não é qualquer pessoa. Pede uma longa história de convivência, tentativas e vindas, mutilações e desculpas. O desprezo surge após longo desespero. É quando o desespero cansa, quando a dúvida não reabre mais a ferida.

É possível desprezar pai e mãe, ex-esposa ou ex-marido, daquele que se esperava tanto. Não se pode sentir desprezo por um desconhecido, por um colega de trabalho, por um amigo recente. O desprezo demora toda a vida, é outra vida. É nossa incrível capacidade de transformar o ente familiar num sujeito anônimo.

Assim que se torna desprezo, é irreversível, não é uma opinião que se troca, um princípio que se aperfeiçoa. Incorpora-se ao nosso caráter.

Desprezo não recebe promoção, não decresce com o tempo. Não existe como convencer seu portador a largá-lo. Não é algo que dominamos, tampouco gera orgulho, nunca será um troféu que se põe na estante.

Desprezo é uma casa que não será novamente habitada. Uma casa em inventário. Uma casa que ocupa um espaço, mas não conta.

É a medida do que não foi feito, uma régua do deserto. A saudade mede a falta. O desprezo mede a ausência.

O desprezo não costuma acontecer na adolescência, fase em que nada realmente acaba e toda vela de aniversário ainda teima em acender. É reservado aos adultos, desconfio que deflagre a velhice; vem de um amor abandonado. Trata-se de um mergulho corajoso ao pântano de si, desaconselhável aos corações doces e puros, representa a mais aterrorizante e ameaçadora experiência.

Indica uma intimidade perdida, solitária, uma intimidade que se soltou da raiz do voo.

O desprezo é um ódio morto. É quando o ódio não é mais correspondido.

Não significa que se aceitou o passado, que se tolera o futuro; é uma desistência. Uma espécie de serenidade da indiferença. Não desencadeia retaliação, não se tem mais vontade de reclamar, não se tem mais gana para ofender. Supera a ideia de fim, é a abolição do início.

Não desejaria isso para nenhum homem. O desprezado é mais do que um fantasma. Não é que morreu, sequer nasceu; seu nascimento foi anulado, ele deixa de existir.

O desprezo é um amor além do amor, muito além do amor. Não há como voltar dele.

(CARPINEJAR)




terça-feira, 8 de março de 2011

Viva...!!!





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segunda-feira, 7 de março de 2011

Caliente





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Era noite alta, uma garoa mansa insistia em cair sobre a cidade. Ao telefone, uma voz rouca murmurava palavras doces, calientes. Ao seu lado, uma taça de vinho tinto inspirando devaneios.

Num lampejo de euforia, aceitou o desejo daquele homem de ter nos braços a sua pele macia...

by Giu





domingo, 6 de março de 2011

É preciso





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"Então não o ama mais?

- Amo. Só guardei isso num cofre. E tranquei.
E esqueci a senha. Não porque quis. Foi preciso."

(Caio F.)





Em alguns momentos da vida, precisamos nos vestir de uma coragem que nem sabemos ao certo onde mora, tão pouco se ela nos trará a valentia necessária para fazer o que é preciso. Só sabemos que é preciso, eu preciso... 

Giu




sábado, 5 de março de 2011

Ficção de amor





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Um pôr-do-sol dos deuses, fazer amor no mar.
Minha maior ficção de amor...

by Giu






sexta-feira, 4 de março de 2011

Retas paralelas

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Quando não somos mais do que retas paralelas em direção ao infinito. Quando a ausência fez presença.

É chegado o momento de bater asas e partir.

Sem rumo, sem pressa, na proa da felicidade.

É que na rota de um poeta, muitos amores, alguns dissabores, infinitas possibilidades.


by Giu




quinta-feira, 3 de março de 2011

Porque dói

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Porque dói. Como dói. Dói a ausência, a saudade e todas as impossibilidades. Dói encarar a realidade, ainda que aquela já pressentida, sentida e agora, vivida. Dói acolher o vazio do teu espaço já delimitado, o mesmo espaço que eu nunca tive na sua vida, porque não foi permitido, não seria apropriado, não foi realmente desejado. Dói olhar para trás e ver todos os temores realizados.

Jamais entre na vida de alguém sabendo que não pode ficar...

by Giu




quarta-feira, 2 de março de 2011

Tua presença

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"Há um sonho que não me deixa
Ele não se limita as madrugadas
Segue como sombra meus passos
Disfarça-se silenciosamente nos meus suspiros..."

(Danilo, Poeta da Colina)




terça-feira, 1 de março de 2011

O que importa

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O que importa é se entregar, amar, sorrir, sofrer, gozar, chorar, cair, levantar, sacudir a poeira e seguir adiante, em paz. É preciso parar de alimentar o monstro do faz-de-conta-que-sou-feliz que mora embaixo da sua cama, porque só existe felicidade de verdade na vida de quem é leal com os próprios sentimentos, que encara e destrói seus piores medos ao invés de transformá-los em bichinhos de estimação.

O que importa é viver, recusar-se a ficar refém dos seus fantasmas, da incapacidade de dar um passo à frente por ter medo de cair. É preciso ter coragem e ser fiel com os seus desejos, deixar de ficar feito um "joão-bobo", balançando pra lá e pra cá, tonto de tanta vida passando embaixo do seu nariz sem que você possa participar.

O que importa é que você existe, é humano, e não personagem principal de uma piada grotesca que te contaram, como fizeram você acreditar. É preciso abandonar este papel, rasgar o roteiro imposto, secar as lágrimas derramadas por não conseguir ser gente de verdade, e subir no palco da vida, repleta de emoção, paixão.

O que importa é acordar todos os dias com vontade de viver, e não permitir transformar-se lentamente, dia após dia, em um rascunho de si mesmo. É preciso olhar o horizonte e saber que a felicidade está na proa, que apesar de terem cortado as suas asas, a rota é sua e da sua capacidade de sonhar e acreditar. 

O que importa é poder saborear o melhor da vida, ter coragem de fazer o que se quer. É preciso estar atento às infinitas possibilidades de felicidade, porque não há nada tão triste quanto esconder-se atrás de falsos motivos, meias verdades e muita covardia, por medo de ser feliz.

Rasgue a sua fantasia de sofredor, se vista de coragem e vá ser feliz.

by Giu