domingo, 3 de março de 2013

morar-te até morrer-te





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Ah, quem me dera
Ir-me contigo agora
A um horizonte firme, comum
Embora amar-te
Ah, quem me dera amar-te
Sem mais ciúmes
De alguém em algum lugar
Que nem presumes


Ah, quem me dera ver-te
Sempre a meu lado
Sem precisar dizer-te
Jamais cuidado
Ah, quem me dera ter-te
Como um lugar
Plantado num chão verde
Para eu morar-te


Ah, quem me dera ter-te
Morar-te até morrer-te



Vinícius de Moraes - O mais-que-perfeito






sábado, 2 de março de 2013

Desejo





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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Medo de amar




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"Quem, por medo do terrível, prefere o caminho prudente de fugir do risco, já nesse ato estará morto. Porque o medo lhe terá roubado aquilo que de mais precioso existe na vida humana: a capacidade de se arriscar para viver o que se ama"

Rubem Alves




domingo, 17 de fevereiro de 2013

Tão sua...






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sábado, 16 de fevereiro de 2013

Musicar...






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"só tenho uma coisa a dizer: torna-te música antes que a dança acabe!"

(Denison Mendes)






sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Se entrega...





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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

É preciso...





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"É preciso batalhar incansavelmente por uma história, é preciso cuidar do amor enquanto está quente, vibrante, vivo. É preciso despertá-lo com beijos, dormir no aconchego quente dos seus braços, sem pressa. É inútil levar flores e limpar sua lápide depois de tê-lo deixado morrer."

(Renata Fagundes)





quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Generosidade






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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Essencial





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"Cheia de luz. E o mais bonito foi quando ela descobriu, que podia ouvir e entender estrelas. Só quem ama pode."

(Caio F.)





segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Sentidos do amor





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Divagando ao assistir o filme SENTIDOS DO AMOR...

Quais os sentidos do amor? Qual o sentido do amor? Não sei, por isso divago. Através dos sentidos percebemos o mundo à nossa volta, as cores, os cheiros, os sabores, os sons. Através dos sentidos nos conectamos com o mundo, existimos, sentimos, amamos...

Através do olfato despertamos nossa memória afetiva, a saudade e as impossibilidades todas. Quando perdemos a lembrança do cheiro, do odor do amor e de quem se ama, vem o esquecimento. Perdem-se os laços. Nada mais importa, não existe mais prazer. Perdeu-se a capacidade de recordar, de reviver tudo de belo que se viveu. E choramos...

A perda das lembranças nos torna ansiosos, delirantes, inconformados, vorazes. Falta algo, falta tudo. Somos tomados por um vazio aterrorizador, uma vontade de preencher espaços, de fartar-se. Perdemos o paladar, o gosto pela vida, o delírio, a capacidade de encantamento...

Mas a vida continua, embora sem prazer...

E viver sem prazer nos revolta, nos enfurece, nos fragiliza. E nos fechamos para o mundo, estamos surdos. Tornamos-nos solitários, tomados por uma imensa sensação de abandono. Ainda assim, continuamos, seguimos a vida. Mesmo sem os sons, a música, a melodia e a alegria, nos restaram as cores...

A vida segue...

Mas de repente, vem a escuridão. Ficamos cegos...

E uma alegria profunda nos domina, sem explicação. Vem uma vontade louca de alcançar o outro, oferecer calor, compreensão, aceitação, perdão, amor. Vontade de valorizar a vida. Valorizar o pouco que restou. Estamos ali, juntos. Não perdemos o tato...

E então nos damos conta que para viver e amar é preciso estar perto, junto, sentindo os sentidos do amor...

Giu