domingo, 6 de junho de 2010

Clichê


Imagem by Carlos Vilela


Poucas vezes na minha vida senti um vazio abissal no peito como hoje, uma sensação que ainda tento mapear, catalogar, decifrar, para poder tirá-la de dentro de mim.

Me senti perdida, vulnerável, completamente desorientada, como se uma sequência de dominós fossem caindo um após o outro, meus nerônios.

E pensei, está tudo aí, tão claro, tão nítido, tão absurdamente clichê. É como tentar manter vivo um paciente com falência cerebral, na esperança que um milagre o faça acordar sorrindo, inteiro, e dói demais, todos os dias em que isso não acontece.

E então me pergunto, onde foi que perdi o bonde da história? Em que momento permiti que a mulher que sou se escondesse em um canto da casa? Qual foi a senha que derrubou as minhas defesas e me fez ficar assim tão absurdamente passional?

Só sei que preciso e vou partir, levantar âncora e buscar novas paisagens, oceanos mais calmos, sem tempestades, deixando para trás o que me faz sofrer, você.



A SETA E O ALVO - Paulinho Moska

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Um comentário:

  1. Oi Jaku, sabe que lendo isso, pensando na nossa convivência e no que conheço de você está claro que vc esta em um novo ponto de partida, talvez aquele ponto onde nós ovelhas negras sempre teremos que chegar, sentar, analisar, chorar, mas depois sacudir a poeira, se armar de sentimentos puros e verdadeiros e realmente tocar a NOSSA VIDA, pois sabemos que temos muitos a viver, muito a dividir com quem amamos...chegou a sua vez...o recomeço não é fácil, mas aos poucos vai se percebendo que é GLORIOSO, VITORIOSO e isso ão pelos outros e para os outros, MAS PARA NÓS E POR NÓS.

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